Após 13 anos de PT, a imprensa passou a cobrar domínio de economia

Desde a primeira eleição de Lula, o brasileiro se acostumou a ouvir que o presidente da República não necessitava nem de domínio do português, quanto mais de uma segunda língua. E, em tom estranhamente orgulhoso, repetia-se na mídia que um “torneiro mecânico” havia sido escolhido para o Palácio do Planalto.

Quando chegou a vez de Dilma Rousseff, muito se duvidou da capacidade dela de gerir o país, afinal, na década anterior, levara à falência uma lojinha de produtos com valor fixo em R$ 1,99. Em resposta, até acusações de “preconceito” eram sacadas contra os céticos.

Com Jair Bolsonaro se confirmando como um presidenciável forte o suficiente para disputar um segundo turno, contudo, a imprensa mudou de postura. E se deu a cobrar do pré-candidato um domínio da economia que até então soava facultativo aos presidentes brasileiros.

A resposta do pai do clã Bolsonaro tem lá seu sentido, afinal, é comum que gestores de formação distinta se destaquem em funções pública de ponta – por exemplo, José Serra, que não é médico, foi considerado um ótimo ministro da Saúde, assim como o sociológico FHC é lembrado como o ministro da Fazenda que domou a hiperinflação.

Mas, a despeito de estar sendo usado um peso diferente para a mesma medida, é bom que a imprensa passe a cobrar dos candidatos algo além da capacidade de atrair votos. Porque determinado presidenciável apoiado por ela desconhecia a diferença entre uma “fatura e duplicata”. E muito se criticou a armadilha plantada por Fernando Collor em 1989.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

Um comentário sobre “Após 13 anos de PT, a imprensa passou a cobrar domínio de economia”

  1. Após o próprio Bolsonaro, honestamente, reconhecer que não entende o suficiente de economia, a mídia comunista passou a explorar essa “fraqueza” do candidato. Ora, no Brasil, tivemos apenas dois presidentes “entendidos” em economia: Collor e Dilma. Ambos levaram o país à bancarrota.

    Para ser presidente, tudo que o Bolsonaro precisa saber sobre economia, e parece que sabe, é: (1) que o Estado brasileiro escorcha o seu povo; (2) que, apesar disto, o Estado não lhe devolve nenhum serviço de qualidade razoável e (3) que esse absurdo precisa ser corrigido urgentemente, doa a quem doer.

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