Apesar de tudo, não é impossível que Michel Temer faça o sucessor nas eleições de 2018

Apesar dos constantes ataques sofridos, O Antagonista destaca que o governo Temer trabalha na esperança de fazer um sucessor em 2018. A ideia parece descabida, uma vez que o presidente da República possui apenas 3% de aprovação (com margem de erro semelhante). Contudo, não se trata de uma impossibilidade. Pior: a lógica reserva boas chances a este cenário.

Desde a Constituição de 1988, quando o Brasil voltou a ser oficialmente uma democracia, o Governo Federal só saiu derrotado de duas disputas presidenciais. Na primeira delas, José Sarney entregou a faixa para Fernando Collor de Mello, que transformara em bordão os adjetivos que reservava ao peemedebista: “corrupto e incompetente”.

Na segunda, numa abraço emocionado, um sorridente Fernando Henrique Cardoso entregou o comando do país a treze anos de petismo.

Há, inclusive, quem entenda este caso como uma derrota consentida, como quem entrega o jogo ao adversário. Motivo: como de costume, a base tucana estava dividida e não houve consenso quanto à candidatura de José Serra, que se portava como um opositor dentro do próprio partido.

Em todas as outras oportunidades, mesmo quando um vice-presidente trabalhou para colar os cacos de um país destruído – caso de Itamar Franco –, a oposição saiu derrotada. Por isso a esperança de Temer. Que possui no cardápio ao menos três opções: João Doria, Geraldo Alckmin e Luciano Huck. E uma sobremesa: Henrique Meirelles.

Em tese, precisaria apenas escolher o candidato, entregar o tempo de TV e sair de cena. Mas, antes, é preciso combinar com os russos. Ou com Jair Bolsonaro.