Até Janot desconfiou que Teori havia sido assassinado, mas está seguro de que foi mesmo um acidente

Quando surgiu a notícia de que Teori Zavascki havia falecido num acidente aéreo, logo parte das redes sociais especulou algo ainda pior. Teóricos da conspiração temiam que o ministro do STF que se preparava para homologar a delação premiada da Odebrecht tivesse sido assassinado. Outra parte assumiu que a versão com a queima de arquivo só seria possível nas mentes mais histéricas. Pois bem…

O próprio procurador-geral da República desconfiou de assassinato. E entendeu que esta seria a conclusão lógica. Mas, em entrevista ao Correio Braziliense, já longe do cargo que o tornou famoso, Rodrigo Janot se disse seguro de que tudo não passara de um infeliz acidente:

Com a morte de Teori, temeu pelo fim das investigações?

Temi, sim. Eu sou agnóstico, eu creio muito pouco. Com a morte dele, eu passei a crer ainda menos. Eu dizia: não é possível.

Suspeitou de assassinato?

No começo, claro. Mas a investigação foi feita por nós, pelo MPF, em Angra dos Reis, e estamos seguros de que foi acidente mesmo.

Foi o momento mais difícil?

Esse foi um dos mais difíceis, com certeza, foi devastador para todo mundo. Ele era muito firme. Ainda bem que o ministro Fachin também é.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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