Não é verdade que “autor da hashtag” contra Caetano Veloso já foi condenado

Não é estranho que, numa ação como a movida por Caetano Veloso contra Flávio Morgenstern, a parte ofendida peça que, em caráter liminar, o conteúdo a ser analisado seja retirado do ar. Assim como não é estranho que, por precaução, o juiz conceda a liminar antes de o julgamento propriamente dito acontecer.

Tudo isso é bem detalhado em vídeo de Ribeiro da Silva sobre a disputa envolvendo o cantor e o escritor. Mas aparentemente O Globo não sabia disso quando noticiou nas redes sociais a superação da primeira etapa. E desinformou ao dizer que Morgenstern fora condenado – o que não era verdade.

Para completar, no que pode ser interpretado como uma postura maliciosa da parte dos editores, ou ainda alguma provocação ao cantor da MPB, a publicação ainda fez uso da “hashtag” que motivou a ação, associando – involuntariamente ou não – Caetano à pedofilia.

A verdade é que muita água ainda vai rolar. E o resultado dessa briga é incerto. Contudo, por ser uma disputa política, não será estranho se mais desinformação do tipo seguir sendo disseminada.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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