O Banco Mundial sugeriu que os mais ricos paguem se quiserem estudar nas universidades federais do Brasil

Dois terços dos estudantes das universidades federais brasileiras saem da faixa dos 40% mais ricos. Com o diploma em mãos, a este grupo será reservado as melhores oportunidades de emprego do país, fazendo com que ricos fiquem ainda mais ricos em relações aos pobres.

Por anomalias sistêmicas como essa que o Banco Mundial sugeriu que o Brasil passasse a cobrar dos mais ricos o acesso ao ensino superior público. De acordo com a proposta, a ideia seria esta faixa da população ter acesso mediante algum financiamento – como o FIES – que passaria a quitar após a conclusão do curso.

O Mundial foi além: sugeriu que o governo brasileiro não gastasse com os alunos mais do que é investido pelas instituições mais eficientes do setor. Para se ter uma noção, enquanto um estudante custa a média de R$ 14 mil/ano a uma faculdade privada, a pública gasta R$ 41 mil. Nos institutos federais, a conta sobe para R$ 74 mil.

Em nível federal, a implementação desta ideias representariam um economia de R$ 13 bilhões ao povo brasileiro. Somadas às escolas estaduais, chegaria a R$ 16 bilhões por ano.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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