A sigla mais interessada em Luciano Huck é a herdeira oficial do Partido Comunista Brasileiro

Ao comentar a polêmica entrevista de Luciano Huck no Domingão do Faustão, o Antagonista foi incisivo: “Se Luciano Huck se candidatar, será pelo PPS“.

De fato, o deputado Roberto Freire, principal nome da sigla no governo Temer, nunca escondeu o interesse na candidatura do apresentador da Globo. E foi a personalidade política a melhor caminhar na missão de encontrar um “outsider” que funcionasse bem aos interesses dos que estão “inside”.

No entanto, é preciso alertar o eleitor, ou mesmo o potencial candidato, do que se trata o Partido Popular Socialista. Pois o termo “socialista” não está ali por acaso.

O PPS nasceu em 1992, um ano após o fim da União Soviética. Não por coincidência: seus fundadores compunham uma dissidência do Partido Comunista Brasileiro descontente com a falência do Bloco Soviético – e disposta a apoiar o governo Itamar Franco.

Para o TSE, o partido do ex-ministro da Cultura foi o herdeiro oficial do legado do PCB, e por isso manteve o espaço conquistado até então no parlamento. Mas PCdoB e um novo PCB – fundado apenas no ano seguinte – reclamam para si a origem do “Partidão”, ou a organização que desde 1922 defendia no Brasil um dos sistemas que mais matou seres humanos na história.

Todavia, o trio é bem menos distinto do que aparenta. Como se observa no próprio site do grupo, são quase metade das sete siglas brasileiras a integrarem oficialmente o Foro de São Paulo.

Nos últimos 5 anos do governo Dilma, as empresas estatais deram prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro

A Secretaria do Tesouro Nacional  analisou os cinco últimos anos do governo Dilma, incluindo a temporada na qual a petista caiu pelo processo de impeachment. E descobriu que as empresas estatais renderam neste intervalo um prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro.

Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica, Eletrobras e Petrobras representam 90% dos resultados medidos. Exceto por 2014, em todos as temporadas observadas, as estatais custavam mais do que traziam de retorno aos cofres públicos.

Na média, o prejuízo ficou em 27%. Mas chegou a 50% em 2013, e se aproximou de assustadores 80% com o aprofundamento da recessão em 2016.

Ao todo, custaram R$ 122,3 bilhões, mas só retornaram R$ 89,3 bilhões.

A explicação chega a ser simples: enquanto o governo Dilma ampliava gastos com tais estruturas, a receita caía seguidamente.

Por absurdos como este que o programa de privatizações é vital para a economia brasileira.