Segundo aliado, Michel Temer cogitou a renúncia após grampo de Joesley Batista

A CPI da JBS é um circo. Foi forjada pela base do governo Temer apenas para retaliar ataques sofridos quando a operação Patmos entregara ao noticiário que havia grampeado Michel Temer. Numa sessão secreta cujo registro foi obtido pela Folha de S.Paulo, contudo, um aliado deixou escapar que o plano atribuído a Rodrigo Janot quase deu certo, e o peemedebista de fato cogitaria a renúncia.

No depoimento, Carlos Marun, relator da CPI, detalha que estava no gabinete presidencial enquanto a crise se encaminhava para um fim precoce do governo Temer. Referindo-se a Joesley Batista, confirmou que o delator quase conseguiu a queda do presidente.

Ele quase derrubou o presidente naquele dia 17. O complô era pro dia 18 o presidente renunciar. Quase conseguiu fazer o presidente renunciar! E quem tá lhe falando é quem tava dentro do gabinete!

De acordo com a Folha, auxiliares chegaram a confirmar que uma carta de renúncia fora redigida, mas findaria descartada após o conteúdo do grampo soar menos bombástico do que as informações plantadas na imprensa.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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