A corrupção não é “do jogo”, a corrupção é o modelo de negócios das organizações criminosas

“É do jogo.” A expressão não era inédita, mas ganhou ares de discurso oficial quando o governismo passou a sacá-la sempre que os governos Lula e Dilma Rousseff tomavam decisões que contrariavam o próprio discurso. Em especial, quando o ex-presidente selou apoio com o PMDB para garantir a própria reeleição.

Sempre com ar de superioridade, os mais versados costumavam tratar a corrupção como regra não declarada do tal jogo. E tomavam os indignados por ingênuos, filhos incapazes de compreender as duras decisões dos pais.

Com o sucesso de tantas operações, em especial a Lava Jato, tudo se fez mais claro. A corrupção não era regra do jogo, era o modelo de negócio. Sem ela, a vida pública não fazia sentido para quem delas se apoderava. Não estava em pauta o interesse da população, mas quanto aquelas organizações criminosas conseguiam roubar do povo brasileiro.

A situação tem mudado nos últimos anos. Mas num movimento tímido para o tamanho da podridão. E sob o constante risco de tudo voltar a ser como antes – ou ainda pior.

Resta saber se o povo brasileiro terá condições para vencer esta batalha nas eleições de 2018. Ou se mais uma vez será ludibriado pelo mesmo e danoso governismo de sempre.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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