Se crianças foram barradas no show de Paul McCartney, por que entraram numa performance com um adulto nu?

Quando os fãs compraram ingresso para o show “One to One”, de Paul McCartney, foram informados de que não seria permitida a entrada de menores de 6 anos. Mas, em 11 de outubro de 2017, quatro dias antes do espetáculo em São Paulo, a juíza Letícia Antunes Tavares determinou em alvará a autorização de entrada e permanência apenas de crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, e se acompanhados de responsáveis. Abaixo deste limite, nem se os pais se comprometessem a acompanhá-los durante todo o evento.

A medida, claro, gerou indignação e uma matéria no Estadão, onde frisam que limite semelhante já havia sido aplicado na apresentação do ex-beatle em Porto Alegre. No entanto, uma discussão anterior parece se encaixar nesta.

Semanas antes, no Museu de Arte Moderna da mesma São Paulo, a direção da casa defendeu-se alegando que a criança a tocar o corpo de um adulto nu estava o tempo todo acompanhada da mãe. Alguns psicólogos discordaram e viram na cena um “grave caso de abuso sexual“.

O show internacional em São Paulo deixa no ar uma questão que se soma aos reclames: se crianças foram barradas no show de Paul McCartney, por que entraram numa performance com um adulto nu?

Não faz sentido. E a opinião pública, a despeito da narrativa trabalhada pela classe artística, percebeu a incoerência.