Com Cristina Kirchner fora do poder, peritos puderam confirmar: promotor que a investigava morreu assassinado

Em 18 de julho de 1994, um carro-bomba lançado contra a sede da Associação Mutual Israelita da Argentina matou 85 pessoas, deixando 300 feridos. Alberto Nisman mergulhou no caso só em 13 de setembro de 2004, já após a Justiça local acusar o governo iraniano de planejar o ataque que findaria executado pelo Hezbollah. Em 19 de janeiro de 2015, convicto de que o governo argentino havia pactuado com o Irã para blindar os responsáveis pelo atentado, o procurador se preparava para apresentar o caso no Congresso Nacional, mas apareceu morto.

De imediato, Cristina Kirchner insinuou que Nisman cometera suicídio, versão que seria confirmada oficialmente com apenas 12 horas de investigação. Mas poucos além dos kirchneristas engoliram a versão. Uma perícia contratada pela família da vítima desmentia tal leitura. Entretanto, com a esquerdista fora do poder desde dezembro daquele ano, peritos federais puderam revisitar o caso. Em setembro de 2017, chegaram à conclusão: o procurador fora assassinado.

“A quantidade de evidências que comprovam que Alberto Nisman foi executado é tão grande, que todas as perícias anteriores que comprovam o contrário só podem ter sido feitas sob encomenda para justificar uma história oficial.”

Para os investigadores, Nisman estava rendido de joelhos com uma das mãos torcidas para trás quando baleado. Não foram encontrados vestígios de pólvora em suas mãos, e a cena do crime findou alterada para vender a tese de que a vítima havia se matado.

Não à toa, uma das maiores aliadas do petismo vem tendo dificuldades para voltar à política.