Os próprios cubanos dizem se sentir escravos no Mais Médicos

Ao todo, dezoito mil cubanos já passaram pelo Brasil trabalhando pelo Mais Médicos. No momento da redação deste texto, ainda há 8,6 mil cumprindo contratos no país. Desde o início, a opinião pública revoltou-se com o fato de a ditadura cubana embolsar mais de três quartos dos salários dos profissionais cedidos ao governo brasileiro. Pois via na iniciativa uma forma indireta de financiar o regime opressor. Mas também questionava se os direitos humanos não estariam sendo infringidos, uma vez que os estrangeiros atuam em território nacional sob a constante ameaça – e até vigilância disfarçada – do castrismo.

Precisou o New York Times escrever a respeito para a informação ganhar o mundo. Pelo menos 150 médicos cubanos já entraram na Justiça contra o governo brasileiro. Exigem receber o mesmo tratamento prestado aos profissionais de outros países, que recebem salários integrais e não devem satisfação aos governos de seus países.

Brasília- DF, 13/11/2013- Aula inaugural do módulo de acolhimento e avaliação dos cubanos da segunda etapa do Programa Mais Médicos.

Em um pronunciamento forte, Yaili Jiménez Gutierrez diz justamente se sentir escrava. E que cansou dessa vida.

“Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não enxergava antes. Chega um momento em que você se cansa de ser escravo.”

De forma ideologicamente conivente, entidades que dizem combater o trabalho análogo à escravidão no Brasil, que sempre estão prontas para autuar grandes empresários, seguem em silêncio mesmo após quatro anos de queixas contra o Mais Médicos.

Também com bastante conivência, a Justiça segue negando a causa à maioria dos reclamantes. Mas correram algumas vitórias. E, diz o ditado, se passa um boi, passa uma boiada.

Só nestes primeiros quatro anos, a ditadura cubana lucrou ao menos R$ 3,27 bilhões com o programa do governo Dilma que segue endossado pelo governo Temer.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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