O próprio Datafolha confirmou que mais da metade dos jornalistas da Folha eram de esquerda

O próprio Datafolha confirmou que mais da metade dos jornalistas da Folha eram de esquerda

Não fosse por uma menção em benefício da falácia das “fake news”, que nunca encontraram num estudo sério números que a confirmassem como fundamentais para a eleição de Donald Trump, o artigo de Sérgio Dávila rebatendo argumentos de Fernando Haddad seria perfeito. Noutro trecho valiosíssimo, o editor-executivo da Folha de S.Paulo confirma que, ao menos em 2014, mais da metade da redação do jornal era composta de profissionais que se consideravam de esquerda.

E a confirmação veio pelo próprio Datafolha:

“Posso falar com mais embasamento desta Folha. Em 2014, no segundo ano de governo Haddad, censo interno realizado pelo Datafolha atestou que 55% dos jornalistas da casa se consideravam de esquerda, e 23%, de centro. Indagados sobre como situavam o próprio jornal, 50% o colocavam no centro, e 30%, na esquerda.

A maioria adotava posição liberal em relação a aborto, direitos homossexuais e drogas, em números eloquentemente superiores aos da população brasileira como um todo: 82% a favor da descriminalização da maconha e 96% a favor da união civil entre homossexuais, ante 77% e 39% dos brasileiros, respectivamente. Naquela ocasião, outubro de 2014, foram ouvidos 321 profissionais, numa pesquisa com margem de erro de dois pontos percentuais.”

As opiniões sobre questões como descriminalização da maconha e união civil entre homossexuais evidenciam que “55%” pode ser uma estimativa conservadora que abraça apenas os  jornalistas que se assumem de esquerda, restando ainda uma considerável parcela que prefere se vender como neutra – o que valorizaria o próprio currículo.

Mas basta acompanhar o veículo para não ter dúvidas de que, apesar de um ou outro colunista conservador assinar artigos por lá, se trata de uma publicação esquerdista.