Em delação, Funaro disse que Temer, Cunha e Henrique Alves levaram R$ 250 milhões em propina

Durante o governo Dilma, as vice-presidências de Pessoa Jurídica e Fundos de Governo e Loterias da Caixa Ecônomica Federal foram entregues ao PMDB, mais especificamente a Geddel Vieira Lima e Fábio Cleto. Em delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou ser de lá que a organização criminosa composta por Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves tirava grande parte da propina pela qual é investigada. Segundo o delator, os créditos do banco seriam a origem de algo em torno de R$ 250 milhões em propina.

Só do setor tocado por Geddel, o esquema teria negociado entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões. Do encabeçado por Cleto, ainda mais. Parcelas deste montante teriam permitido a Eduardo Cunha financiar outros parlamentares, dando luz a um relação de domínio para com o mandato do financiado. Isso talvez explique a facilidade com que o peemedebista tornou-se presidente da Câmara Federal em 2015, feito já atingido por Henrique Alves em 2013.

Ainda de acordo com o delator, todo o esquema contaria com a aprovação do então vice-presidente da República.

É mais uma acusação grave que, se já houvesse uma alternativa viável ao poder, derrubaria Michel Temer. Mas, ao que tudo indica, o eleitor brasileiro será provocado a resolver apenas nas urnas de 2018.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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