A democracia brasileira não é formada por partidos com cultura democrática

Nos Estados Unidos, há quem reclame do fato de as candidaturas de Hillary Clinton e Donald Trump terem nascido da escolha de menos de 10% dos eleitores, ou aqueles que, filiados aos partidos Democrata e Republicano, participaram das primárias em votações que duraram mais de ano.

Esse, no entanto, é um quadro de dar inveja ao Brasil. Pois, aqui, nem os poucos que se filiam às principais siglas costumam ser consultados a sério para a definição dos candidatos a cargos majoritários. “Prévias” são pouco cogitadas. E, quando raramente implementadas, nascem em um processo cheio de cartas marcadas.

No caso mais emblemático, Aécio Neves, que semanas antes correra o risco de perder o próprio mandato como senador, coordenado com peemedebistas como Michel Temer, retirou Tasso Jereissati do comando do PSDB, e o entregou a agremiação a um aliado.

Como querer uma democracia saudável se até os maiores partidos, ou mesmo os que se acreditam mais virtuosos, definem os próprios rumos em jantares e reuniões a portas fechadas?

Desta forma, fica difícil colocar o Brasil no rumo certo.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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