Diretor escolhido por Temer para a PF começou os trabalhos duvidando da corrupção de Temer

Para supresa de poucos, o novo diretor-geral da Polícia Federal começou bem mal. Fernando Segóvia abriu os trabalhos duvidando da corrupção por parte de Michel Temer em todo o imbróglio envolvendo a JBS.

De fato, as críticas à pressa com que Rodrigo Janot conduziu os trabalhos são válidas. Mas não há dúvidas de que Temer manteve com Joesley Batista uma conversa nada republicana, com direito a áudio capturando até mesmo os trechos mais complicados.

Ao pé da letra, Segóvia achou que uma mala de dinheiro era pouco coisa para incriminar os envolvidos:

“A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”

Segóvia talvez não lembre, mas a compra de um FIAT Elba foi suficiente para acabar com o governo Collor. Hoje, um carro popular da mesma fabricante sai por um média de R$ 34 mil. Na mala recebida por Rodrigo Rocha Loures havia meio milhão de reais entregues por um executivo da JBS. Com tamanha verba, seria possível comprar uma dúzia de veículos. E ainda sobraria um bom troco.

O delegado foi escolhido para a direção-geral da PF após uma reunião a porta fechadas entre Temer e José Sarney.

Curtiu o texto? Siga o autor no Twitter ou Facebook, ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) dele clicando aqui e seguindo as instruções.
Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

Deixe uma resposta