Em ao menos 3 oportunidades, o Instituto Lula fez uso da expressão “denegrir”

Naa jogada mais rasteira do depoimento dado por Lula em 13 de setembro de 2017 à Lava Jato, o ex-presidente repreendeu Sérgio Moro pelo uso “politicamente incorreto” da expressão “denegrir”. É um argumento explorado por militantes contra adversários, mas não é sério. Tanto que é muito bem rebatido por este artigo do Gramatigalhas. De qualquer forma, faltou ao petista fazer antes o dever de casa.

Uma breve busca no Google retorna ao menos três exemplos do uso do termo pelo próprio Instituto Lula. O primeiro, em 21 de maio de 2015:

“A interpelação criminal está prevista no art. 144, do Código Penal e é medida preparatória para eventual ação penal. No corpo da interpelação criminal foram apresentados pedidos de esclarecimentos ao jornalista que permitirão analisar a sua real intenção ao publicar a reportagem em questão e, ainda, aferir se houve intenção em denegrir a imagem e a honra do ex-presidente Lula.”

O segundo, em 4 de novembro do mesmo ano:

“O texto destaca ainda que a exibição da imagem não se deu apenas nas bancas de revistas, mas também em pontos de publicidade espalhados pelo país, reafirmando a intenção da revista de denegrir a honra e a imagem de Lula.”

O terceiro, em abril de 2016:

“Os advogados de Lula repudiam mais um vazamento seletivo de informações de processos que tramitam sob sigilo judicial, com o único intuito de interferir no cenário político do País. Tomarão, como sempre têm feito, as providências jurídicas cabíveis em relação à qualquer manipulação desse depoimento que seja realizada com a finalidade de denegrir a honra e a imagem do ex-Presidente Lula.”

Caso os links sejam alterados com o tempo, seguem abaixo os screenshots capturados em 14 de setembro de 2017.