Estudo comprova que o sucesso do governo Lula foi basicamente sorte

Os professores Daniela Campello e Cesar Zucco, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) verificaram as pesquisas de popularidade dos presidentes de 18 países da América Latina nas últimas três décadas e os separou em dois grupos: o das nações em que a economia depende da exportação de produtos primários, e o das que já se livraram dessas amarras. O Brasil caiu no primeiro.

Em paralelo, elaboraram o Índice de Bons Tempos Econômicos. O IBTE nasce de duas variáveis extremamente importantes para a economia: a taxa de juros dos EUA, e o preço da commodities, ou os produtos primários comercializados pela nação, como alimentos, petróleo e minério.

Ao cruzar as informações, comprovou-se que a popularidade dos presidentes do tal primeiro grupo depende quase que diretamente dos dois fatores. Quando ambos sopram a favor, as lideranças se dão bem. Do contrário, caem.

Em outras palavras, o fator sorte contaria mais do que qualquer outro. E quem mais teve sorte no Brasil? Lula.

Como fica claro nos gráficos abaixo, o ex-presidente surfou na onda do “boom das commodities”, que durou de 2003 e 2011. E, mesmo após o até então maior escândalo de corrupção do país, deixou a presidência com popularidade acima dos 80%.

FHC não teve a mesma sorte. Mas não dá para atribuir o fracasso do governo Dilma a mero azar. Como fica claro, a petista trabalhou num contexto ainda melhor que o do tucano. Mas atingiu resultados bem piores.

O estudo conclui que nações como a brasileira vivem reféns de fatores externos. Mas acredita que seria possível libertar-se das amarras ao poupar nos períodos de bonança para ter reservas que aguentem o tranco nos tempos de mares revoltos. No entanto, a prática tem sido outra: gasta-se mundos e fundos nos momentos favoráveis, e aperta-se os cintos quando no sufoco. Tudo pelo populismo mais predatório.

Essa história precisa mudar. E o brasileiro terá uma grande chance nas eleições de 2018.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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