O filme sobre a Lava Jato recebeu público 70% maior que o do filme sobre Lula

Após o terceiro final de semana em cartaz, Polícia Federal – A Lei é Para Todos superou o milhão de espectadores. Não chegava a ser nada de outro mundo, ao menos 236 outras produções brasileiras já tinham obtido feito semelhante. Mas, para quem entende o “filme da Lava Jato” como uma afronta a uma tendência política do cinema nacional, havia o que comemorar.

Para efeito de comparação, também com o término do terceiro final de semana em cartaz, Lula, o Filho do Brasil, filme lançado no ano em que Lula garantiria a sucessão para Dilma Rousseff, não chegava a 650 mil ingressos vendidos – mais exatamente, a 641.434 pessoas.

Na proporção, o filme baseado no trabalho de Sérgio Moro vinha recebendo um público 70% maior que a cinebiografia do então presidente do Brasil.

Ambos os trabalhos foram massacrados pela crítica. O mais recente, contudo, e apesar de algum boicote de alguns votantes, vem obtendo avaliações melhores no IMDB, com nota 7,5 até o momento da redação deste texto – passados 8 anos, o trabalho de Fábio Barreto amarga um 5,1 bem aquém do esperado.

Aliás, os R$ 17 milhões acumulados nas bilheterias por Polícia Federal – A Lei é Para Todos bancaria toda a produção Lula, o Filho do Brasil – ironicamente, sem o auxílio das empreiteiras investigada pela Lava Jato.