Segundo delator, fotógrafo de Lula recebia verba oriunda do governo do RJ

Renato Pereira era o marqueteiro de Sérgio Cabral. Dono da Prole, o publicitário foi beneficiado em contratos do governo do Rio de Janeiro. Em delação premiada assinada com a Procuradoria-geral da República, entregou uma lista com 11 nomes que, num intervalo de 10 anos, receberam propina por intermédio de agência, ou mesmo produtoras parceiras. Eram cifras que somavam de R$ 1,2 milhão a R$ 1,5 milhão por ano.

Dentre os beneficiários, despontou um nome bastante recorrente no noticiário, apesar de passar batido por boa parte dos leitores. Trata-se de Ricardo Stuckert, o ótimo fotógrafo que registra os passos de Lula e libera o trabalho para uso da imprensa. De acordo com o delator, o delatado recebera R$ 40 mil mensais entre 2012 e 2014. Teria sido uma forma de Cabral agradar o ex-presidente.

Se o fotógrafo de Lula era pago com verba desviada do governo fluminense, há como entender que Lula recebia propina pelo esquema. Mas, para tanto, a Justiça precisa estar convencida de que Stuckert trabalhou com exclusividade para o ex-presidente, coisa que o fotógrafo negou em resposta ao Globo, uma vez que alegou prestar serviço a empresas, “sempre em relações legítimas”.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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