Quando faltar estrutura no hospital, lembre-se: fundo eleitoral abocanhou mais de R$ 70 milhões das verbas da saúde

Numa das decisões mais condenadas pela opinião pública, o Congresso Nacional aprovou um fundo eleitoral que destinava R$ 1,75 bilhão para uso dos próprios parlamentares nas eleições de 2018. Os críticos viam na medida uma forma de os “caciques” garantirem a própria reeleição, ou ainda a manutenção do foro privilegiado, o que os impediria de ir para a cadeia na primeira instância.

Quando da aprovação, os defensores alegavam que nada daquilo sairia de verbas destinadas à saúde e à educação. Mas um levantamento do Estadão confirmou que ao menos R$ 70 milhões já foram retirados da Saúde. E olha que o cálculo foi conservador.

As perdas foram observadas em três estados: Ceará, Paraíba e Santa Catarina. Eram valores previstos para o Fundo Nacional de Saúde, mas os parlamentares estaduais optaram por sacrificar as próprias emendas no cumprimento da contribuição obrigatória às campanhas.

O Estadão ainda observou o risco de, no Espírito Santo, o fundo eleitoral findar atingindo verbas para educação.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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