Qual critério Gabriel O Pensador usa para escolher o presidente que gostaria de matar?

Qual critério Gabriel O Pensador usa para escolher o presidente que gostaria de matar?

Gabriel O Pensador ganhou fama quando uma letra para lá de polêmica foi censurada assim que chegou às rádios fluminenses. Nela, o cantor dizia estar feliz por matar o presidente. Era o início dos anos 1990, já no finzinho do governo Collor. Na ocasião, imprensa, classe artística e militantes se posicionaram em favor do rapper, que chegaria ao mercado um ano depois com um ótimo álbum de estreia.

Desde então, as polêmicas do carioca passaram a mirar outro alvos, como playboys, mulheres loiras e maconha. Só em 2001, um segundo hit mais contundente atingiu o meio político, mas sem dar nomes aos bois. Apenas perguntava: “até quando você ficar levando porrada?

Nos dezesseis anos seguintes, o rapper passaria a se destacar mais pela literatura infantil que encabeçou. Contudo, em outubro de 2017, voltou com “Tô Feliz (Matei o Presidente) 2“, uma continuação do hit que o revelou. Em vez de Fernando Collor de Mello, no entanto, o alvo foi Michel Temer.

Nas redes sociais, comenta-se o desalinhamento do peso do refrão com o discurso pacifista que a esquerda encampa. A mesma esquerda que celebra a canção na imprensa.

Em verdade, uma vez que a agressão não sai do campo das ideias, O Pensador apenas faz uso de um nível de liberdade de expressão que apenas os países mais civilizados possuem. Contudo, fica a questão: qual critério este “serial killer” usa para escolher vítimas? Será que, nesse meio tempo, nenhum outro presidente da República fez por merecer virar alvo de suas rimas?

É estranho.