O próprio Gilmar Mendes entregou que é chamado de “membro do partido” no governo Temer

Em uma breve entrevista, Gilmar Mendes tentou amenizar as críticas à denúncia de que trocara 46 ligações com Aécio Neves, um ator recorrente nos inquéritos que chegam ao gabinete do membro do STF. Mas talvez tenha surtido o efeito contrário. Pois o jurista confessou que aquele nível de intimidade não é exclusividade do senador, mas de várias cabeças influentes em Brasília:

“Não há nenhum crime na minha conversa com o senador. Eu converso com vários a toda hora. Converso com Aécio, Serra, presidente da Câmara, do Senado, vários parlamentares. Eles brincam quando me chamam para o jantar: ‘chegou o membro do partido’, tal é a intimidade, de tantas reuniões.”

Mas é claro que nada é tão simples assim. Na política, não basta ser correto, é preciso parecer correto. Se há dúvidas quanto à correção de Mendes, há a certeza de que ele não parece agir como pede uma casa tão importante. A opinião pública precisa confiar nas decisões do STF e de seus membros. Mesmo como brincadeira, ser chamado de “membro do partido” vai no exato sentido oposto.

Mendes foi muito importante na luta pelo impeachment de Dilma Rousseff e o brasileiro lhe deve gratidão. Mas, superado o processo, atua para justificar todas as críticas que vinha sofrendo da esquerda. Ao ponto de se tornar uma figura indefensável.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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