Sem as maquiagens do governo Dilma, descobre-se que o Brasil tem quase 27 milhões buscando emprego

“Contabilidade criativa” era forma que o governo Dilma encontrava para ludibriar investidores e eleitores. Em verdade, estava em voga desde o governo Lula, que intensificara uma prática dos últimos anos do governo FHC: em vez de resolver o problema, bastava passar a sensação de que tinha resolvido.

Durante as gestões petistas, o brasileiro se acostumou a ouvir que o país vivia com uma taxa de desemprego mínima. Mas o cálculo só enganava quem não se aproximava dele. Após o impeachment, o IBGE se sentiu livre para explorar o que vem chamando de “taxa de subutilização”. E aqui a realidade parece mais condizente com os números.

Na atualização do terceiro trimestre de 2017, descobriu-se que 26,8 milhões de brasileiros estavam sem trabalho adequado. Além dos que fazem parte da força de trabalho potencial, o resultado soma os desempregados às pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar em um período maior – há  19,2 milhões de trabalhadores nesta realidade.

A situação é mais grave no Nordeste. Com a média brasileira em 18,5%, a Bahia apresenta uma “taxa de subutilização” acima dos 30%. O melhor resultado foi medido  em Santa Catarina: 8,9%.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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