Governo Dilma gastava mais com Cultura do que com Saneamento, Relações Exteriores ou Cidadania

De acordo com o Portal da Transparência, o governo Dilma executou em âmbito nacional o total de R$ 2,2 trilhões em 2015. Diante deste volume, o R$ 1,7 bilhão executado pelo Ministério da Cultura de fato parecia pequeno, não passava de 0,08% do orçamento. Ainda assim, a quantia – exorbitante em valores absolutos – superava o investimento em segmentos mais vitais para a administração pública, como as relações exteriores, as comunicações, o saneamento e até mesmo os “direitos da cidadania” – para usar o termo que a esquerda respeita.

A quantia executada pela Cultura pagaria duas vezes os R$ 800 milhões que o país precisava para cobrir as dívidas do Ministério das Relações Exteriores. Daria para antecipar as eleições presidenciais – como tanto desejavam os petistas – e ainda garantir a realização das municipais, uma vez que o TSE também estava em dificuldades financeiras.

Com este orçamento, seria possível mais que dobrar os investimentos federais em saneamento. Os R$ 489 milhões usados pela Cultura para “promoção comercial” superavam em quase dez vezes os R$ 51 milhões executados pelo “Direitos da Cidadania” na “assistência à criança e ao adolescente“.

Os R$ 37 milhões que a Cultura gastou com “lazer” batiam em 19% os R$ 31 milhões que o governo Dilma investiu na “assistência aos povos indígenas“.

Diante de uma grave crise como a que o PT meteu o Brasil, é abominável que artistas milionários usem de seu poder de persuasão para exigirem reserva de recurso públicos em benefício próprio. Os números acima gritam.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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