Grupo de brasileiros foi à Rússia celebrar o centenário da “revolução” comunista, mas não havia festa

A matéria da Folha de S.Paulo seria cômica se não fosse trágica. Um grupo de brasileiros que, pela descrição, aparentam sair da elite carioca, foi à Rússia comemorar o centenário da “revolução” comunista. Chegando lá, contudo, descobriram que só estrangeiros viam na efeméride algum motivo para sorrisos. E que não havia qualquer celebração oficial sobre o momento em que o Comunismo conquistou sua primeira grande vitória.

No museu, o fato é narrado sob o alerta de que os revoltosos cometeram assassinatos. Os turistas se surpreenderam com os fatos de a guia ser “anticomunista”, e de os jovens não conhecerem o hino socialista que é cantado em bloco no carnaval de São Paulo. De quebra, elaboraram uma faixa homenageando o regime, mas não encontram onde a exibir, uma vez que não havia festa para um sistema que escravizou a nação e parte do mundo por quase um século.

Num dos depoimentos colhidos, uma professora russa diz: “Não entendo por que tantos estrangeiros gastam tanto dinheiro vindo até a Rússia para uma comemoração que não existe. É como se eles viessem para uma festa na minha casa, mas eu mesma não estou fazendo nenhuma festa.

Mas Svetlana Solodovnikova entenderia facilmente, pois a explicação é simples: o brasileiro não tem um sistema educacional, mas um programa de doutrinação político em sua academia. Comandado justo por quem vê beleza em tanta desgraça.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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