Jair Bolsonaro é simpático à ideia de ter Mansueto Almeida como ministro da Fazenda

Cristian Klein assinou um ótimo artigo no Valor Econômico sobre como Jair Bolsonaro vem se preparando para a campanha presidencial de 2018. Com foco, claro, nas questões econômicas – ou nos posicionamentos do presidenciável que vinham assustando o Mercado devido a uma confessa falta de intimidade com o tema.

A missão foi dada pelo advogado Bernardo Santoro a Adolfo Sachsida, pesquisador do IPEA. Além de reuniões presenciais não remuneradas ocorridas fora do expediente, o economista montou um grupo no Whatsapp composto de onze especialistas que discutem com Bolsonaro tópicos caros a qualquer postulante ao cargo. E o resultado tem sido animador.

O pai do clã Bolsonaro, por exemplo, passou a defender a independência do Banco Central. E agora entende os programas sociais pela mesa visão de liberais como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Já há também simpatia para com privatizações, ainda que haja uma bem-vinda barreira política a interferências de ditaduras como a chinesa.

Quanto à redução de impostos, o pé foi posto no chão. Segundo Sachsida, a saúde econômica do país ainda exige cautela. Mas a dupla encontrou um meio termo na simplificação dos tributos.

A notícia mais animadora, contudo, diz respeito ao nome cogitado para o Ministério da Fazenda: Mansueto Almeida, atual secretário de Acompanhamento Econômico do governo Temer. Trata-se do nome por trás dos principais acertos da gestão, o que se converte numa opção que oferece a devida tranquilidade a quem teme um desarranjo econômico nos moldes das gestões Collor e Dilma.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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