Doria mudou também a posição sobre a permanência de Aécio no comando do PSDB

Uma das notas recentes de maior sucesso aqui no Implicante aponta que, “em 367 dias, Doria foi de ‘vou visitá-lo em Curitiba’ para ‘seria um erro histórico’ prender Lula“. Mas eis que esta foi mudança de postura lenta para o prefeito de São Paulo.

Em 26 de junho, João Doria surgia em manchete defendendo que Aécio Neves deixasse o comando do PSDB. Em 19 de outubro, no mesmo Estadão, o tucano dizia justamente o contrário:

“Temos cerca de 40 dias para a convenção nacional do PSDB, quando será eleita uma nova Executiva Nacional do partido. Não me parece fazer sentido fazer mudanças agora, havendo uma eleição programada para início de dezembro. O que eu defendo fundamentalmente é o respeito a este rito. Nós precisamos de serenidade, equilíbrio e pacificação no Brasil para podermos avançar. Não podemos ter um País convulsionado para discutir qualquer tema.”

No intervalo de menos de quatro meses, há uma aproximação de Doria com o governo Temer, que salvou o mandato de Aécio no Senado, que promete mais uma vez salvar Michel Temer de um eventual impedimento.

O tucano se fez prefeito de São Paulo alegando não ser político. Os críticos agora apontam que ele anda político até demais.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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