Lúcio Funaro confirmou que de fato vendia “silêncio” a Joesley Batista

No grampo que Joesley Batista divulgou contra Michel Temer, restou evidente que o dono da JBS comunicava ao presidente da República que estava comprando o silêncio de Lúcio Funaro e Eduardo Cunha. Em vez de censurar a atitude, o peemedebista mandou um sonoro “tem que manter isso, viu?“.

Em delação premiada recentemente acordada com a investigação, Funaro entregou que de fato vinha sendo mensalmente pago por Joesley, conforme trecho do termo de depoimento publicado em O Globo:

“Quanto aos pagamentos recebidos da JBS após a sua prisão, esclarece que avisou seu irmão e sua esposa que se algo lhe acontecesse deveriam procurar Joesley.”

Mais do que nunca, há elementos para se encurtar o mandato de Temer, a exemplo do que já ocorrera com Dilma Rousseff. Mas o apreço pela recuperação econômica, e o receio de uma volta ao poder do grupo que comandou o país até 2016, afasta a população das ruas.

Há, claro, a esperança de o problema ser revolvido nas urnas de 2018. Mas esta esperança existiu também em 2005. E findou com a reeleição de Lula em 2006. É um caminho arriscado. Que sempre findou em vitória do governo.

Curtiu o texto? Siga o autor no Twitter ou Facebook, ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) dele clicando aqui e seguindo as instruções.
Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

Deixe uma resposta