Lula, antes de Palocci delatá-lo: “Pode contar tudo o que ele souber”

Em 20 de abril de 2017, Antonio Palocci disse a Sérgio Moro que podia revelar “nomes e operações” para mais um ano de Lava Jato. O recado foi entendido: o ex-ministro dos governos Lula e Dilma estava disposto a delatar o que sabia para a operação.

Na semana seguinte, no entanto, Lula utilizou-se das redes sociais para vender à opinião pública que não tinha o que temer: “não tenho nenhuma preocupação com delação dele. Palocci é meu companheiro há 30 anos, é um dos homens mais inteligentes desse país“.

Num tom quase desafiador, o ex-presidente disse que, ainda que contasse tudo o que soubesse, Palocci não o atingiria com nada.

No 6 de setembro de 2017, Palocci conversou novamente com Moro, desta vez na condição de delator. E não só confirmou suspeitas que a operação tinha contra Lula, como acrescentou que o petista havia endossado R$ 300 milhões em propina da Odebrecht para o PT.

Coube então à defesa de Lula emitir nota desqualificando o depoimento. Mas o estrago já estava feito.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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