Lula negou que tenha falado em traição de Dilma, mas a correção não ajudou

Com direito a aspas, o jornal espanhol El Mundo publicou que Lula havia se pronunciado sobre a ex-presidente nos seguintes termos: “o segundo erro veio quando a presidente anunciou o ajuste fiscal e traiu o eleitorado que a havia eleito em 2014, ao qual havíamos prometido que manteríamos os gastos“. Foi quando o entrevistado protestou. Horas depois, o texto foi alterado para: “O segundo erro veio quando a presidente anunciou o ajuste fiscal, e o eleitorado que a havia eleito em 2014, ao qual havíamos prometido que manteríamos os gastos, se sentiu traído.”

Não parece um mero erro de transcrição, mas de interpretação de alguma resposta dada por Lula. Se o jornal não errou ao interpretá-la, errou cedendo ao protesto e alterando a fala.

De qualquer forma, a saia não ficou tão menos justa assim. Na primeira leitura, Dilma teria errado por trair os eleitores. Na segunda, por implementar uma agenda que fez com que os eleitores se sentissem traídos – o que se encaixa perfeitamente na definição de traição.

O que de fato seria um erro político (trair os eleitores), ainda que a medida fosse acertada – corrigir as lambanças cometidas com tanta pedalada fiscal.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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