A maioria dos policiais assassinados também é negra

Se 437 policiais civis e militares foram vítimas de homicídio em 2016, 4.224 pessoas morreram em decorrências de intervenções de policiais civis e militares. São números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública que denunciam a guerra não declarada. Enquanto, no geral, as mortes violentas intencionais cresceram 3,8%, as deste confronto viram um crescimento de 25,9%, uma taxa sete vezes superior.

É importante observar ainda que 72% dos assassinatos de policiais ocorrem fora do horário de serviço.

Quando interessa à militância, entende-se por “negros” a soma de “pretos” com “pardos”. É justo o que faz o Anuário para concluir que 76,2% das vítimas dos policiais eram negros.

Os dados em separado, contudo, não foram fornecidos. Mas o mesmo estudo observa que a maior parte dos policiais mortos, ou 56%, é também negra. Deixando no ar que talvez o preconceito racial, ainda que de fato exista, tenha peso menor que o imaginado, ou que o de outras questões não destacadas nas planilhas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Como, por exemplo, as 81,8% das vítimas das ações policiais que tinham entre 12 e 29 anos. Seria preconceito com os mais jovens? Ou há nessa faixa de idade um padrão de comportamento que os coloca em risco substancialmente maior?

Se a intenção é resolver um problema tão complexo, não há por que aceitar as respostas mais fáceis.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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