Mesmo antes do anúncio da privatização, já era mais barato importar Real do que imprimi-lo na Casa da Moeda

Com o anúncio da privatização da Casa da Moeda por parte do governo Temer, a esquerda se deu a gritar que os adversários colocavam em risco a soberania nacional. Mas tudo não passava de mais um argumento a explorar o desconhecimento da opinião pública sobre o tema. Porque desde o semestre anterior já circulava no Brasil cédulas confeccionadas por empresas privadas.

Um ano antes do anúncio, uma Medida Provisória permitiu à estatal importar moedas de outros países sempre que a produção local apresentasse atraso superior a 15%. Como era o caso, a Crane AB foi contratada de imediato pelo Banco Central.

Nesta transação, o povo brasileiro pagou R$ 202,05 por cada mil cédulas impressas na Europa. O negócio significava uma economia de 17%, afinal, o custo para produção idêntica no Rio de Janeiro saía por R$ 242,73.

Além do lucro com a privatização da estatal, a expectativa é de que o país passe a economizar com a impressão da própria moeda. E de que os corruptos percam mais uma estrutura pública que exploravam para venda de apoio político.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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