Por que Michel Temer escolheu para o comando da Polícia Federal um alvo atacado em dossiê da ABIN?

Oficialmente, a Agência Brasileira de Inteligência é um “serviço de inteligência civil” do país. Mas, na prática, não passa de uma agência de espionagem a serviço da Presidência da República.

No 7 de novembro de 2017, a Folha de S.Paulo noticiou que a ABIN havia preparado um dossiê com “informações desfavoráveis a Fernando Segóvia“. No dia seguinte, Michel Temer escolheu o delegado para ser o novo diretor-geral da Polícia Federal.

Por que o presidente nomearia para cargo tão importante alguém que, na véspera, surgira em dossiê com “informações desfavoráveis”?

Fica a sensação de que o peemedebista queria algum nível de controle sobre a pessoa que comandaria a força policial que aterrorizava a classe política. E que, caso o escolhido cause algum desconforto a quem o nomeou, o dossiê ganhará o mundo, forçando a queda de Segóvia.

Curtiu o texto? Siga o autor no Twitter ou Facebook, ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) dele clicando aqui e seguindo as instruções.
Nunca inseriu um código de desconto no Cabify? Experimente usar o código "IMPLICANTE" e ganhe 100% OFF (com desconto máximo de R$ 10) em até 2 corridas. Após ativado, o crédito terá validade de 30 dias.

Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

Deixe uma resposta