É difícil confiar na nomeação de Michel Temer para a direção da PF

É difícil confiar na nomeação de Michel Temer para a direção da PF

Apesar de os envolvidos negarem influência, o jornalismo confirmou que Fernado Segóvia tornou-se diretor-geral da Polícia Federal não só por nomeação de Michel Temer, mas com o aval de peemedebistas também denunciados como Eliseu Padilha e José Sarney.

Se os personagens em si já não não contam a favor, os detalhes apresentados pelo Antagonista tornam impossível confiar que a PF está em boas mãos:

  1. Segovia já defendeu limitação do poder do Ministério Público
  2. O novo “número” 2 da PF foi secretário do assessor de Temer preso pela própria PF
  3. Segóvia quer trocar o superintendente que cuida da Lava Jato no Paraná por delegado que teria tentado sabotar a operação
  4. Segóvia morou no Maranhão em casa de empreiteiro ligado a Edison Lobão
  5. A própria ABIN entregou ao presidente da República dossiê contrário ao nomeado

Toda a articulação foi noticiada para uma opinião pública já sem forças para defender a Lava Jato. E em favor de uma classe política ainda empenhada no fim da operação.

Fica a sensação de que esta foi a maior derrota dos investigadores até o momento.