Miller tirou férias da PGR um dia antes de Joesley grampear Temer

Conforme levantado pelo Antagonista, Marcelo Miller ausentou-se da PGR entre 6 e 27 de março de 2017 aproveitando férias e uma licença médica. No grampo capturado acidentalmente entre Joesley Batista e Ricardo Saud, a dupla assiste à edição de 17 de março do Jornal Nacional, ainda que por intermédio de um link recebido pelo primeiro. O tom da conversa leva ainda a entender que o papo foi registrado no mesmo dia deflagração da Operação Carne Fraca, ou dez dias após o encontro do delator com Michel Temer.

Todos estes fatos se encaixam no período de férias de Miller, que largou a PGR apenas em abril para se tornar oficialmente um defensor do grupo J&F. No grampo acidental, o procurador é constantemente citado como alguém que estaria orientando a estratégia da JBS.

Ao noticiar que o ex-braço direito de Rodrigo Janot procurava um advogado para defendê-lo, a Folha destacou o risco de esse entregar que este sabia de toda a trama. E complicar ainda mais a vida do procurador-geral da República nomeado no governo Dilma.