Pouco antes de cair, Dilma Rousseff liberou R$ 419,4 milhões para auxílio-moradia

Pouco antes de cair, Dilma Rousseff liberou R$ 419,4 milhões para auxílio-moradia

Pela carência de armas melhores para atacar a Lava Jato, o petismo desferiu toda a própria força contra o auxílio-moradia, um dos muitos artifícios explorados por imensa parte do poder público para driblar leis e aprovar aumentos bem acima do permitido. Claro, trata-se de algo que deve ser combatido pela opinião pública, mas a seletividade do alvo escancara a estratégia explorada pelos maiores corruptos do país.

O petismo finge esquecer, contudo, que a regalia extrapolou qualquer limite durante o governo Dilma Rousseff. E que, meses antes de cair, a petista abriu um crédito extraordinário no valor de R$ 419,4 milhões para despesas com residências dos membros do Judiciário, Legislativo, Defensoria Pública da União e Ministério Público da União.

À época, Dilma justificou o envio da medida provisória “pelo fato de que o não pagamento dessas despesas inviabilizaria o regular funcionamento dos poderes”.

No 18 de janeiro de 2016, a Medida Provisória 711 justificou o gasto com “relevância e urgência”, mas, como explicou a Coluna do Estadão, crédito extraordinário só pode ser destinado “ao atendimento de despesas urgentes e imprevisíveis, como em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública“.

Qual era a urgência no referido verão? Evitar a própria queda? Se foi isso, jogou dinheiro público fora à toa.