Salvaram Temer por causa das reformas, alegaram que não podiam reformar pois salvaram Temer

O noticiário amanheceu o 7 de novembro de 2017 sentenciando que o governo Temer, ainda que não reconheça, desistiu da reforma previdenciária. Com informações de bastidores, Valdo Cruz chegou a registrar no G1:

“Os deputados e senadores não estão muito dispostos a votar a reforma da Previdência, considerada por eles um tema muito impopular e que pode prejudicar suas campanhas pela reeleição no ano que vem.”

Na véspera, Rodrigo Maia se pronunciara sobre:

Nós passamos cinco meses aqui de muita tensão. Um desgaste para os deputados da base que votaram com o presidente, muito grande. Não adianta a gente negar. Os deputados estão machucados.”

É preciso relembrar que a principal justificativa dada pelos deputados federais que salvaram o governo Temer – alguns deles mediante a articulação de senadores da base – era a preservação das prometidas reformas. Passado o sufoco, os parlamentares alegam não poderem tocar com a previdenciária justamente pelo desgaste da salvação de Temer.

Fazem isso para se preservarem nas urnas de 2018. A missão de quem se importa com o país é justamente usar os mesmos fatos para que o efeito seja o inverso.

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Publicado por

Marlos Ápyus

Jornalista e músico. Edita o implicante.org desde julho de 2017. Siga-o no Twitter (@apyus) ou no Facebook (/apyus), ou contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) clicando aqui.

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