Sócio de filho de Lula mandou esconder documentos na véspera da condução coercitiva do ex-presidente

Sócio de filho de Lula mandou esconder documentos na véspera da condução coercitiva do ex-presidente

O caso foi mais uma das descobertas do Antagonista. A operação Aletheia ganhou o noticiário em 4 de março de 2016. Trata-se daquela fase da Lava Jato que conduziu Lula para um depoimento no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Na véspera, Jonas Suassuna ordenou que os diretores do Grupo Gol remetessem todos os documentos de cada área da empresa numa determinada “sala 3”. Um email do diretor de relações institucionais da empresa registra a ordem.

“As pastas de cada área deverão ser agrupadas na Sala 3, conforme recomendação do Jonas. Obrigado.”

Suassuna é sócio de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos de Lula, o principal alvo da operação no dia seguinte.

Marco Aurélio Vitale, que recebera cópia da mensagem, percebeu que estava em jogo uma obstrução de justiça e se negou a seguir adiante com o plano. Mais do que isso, entregou o e-mail aos investigadores e revelou que a chave do “depósito” ficara com o tesoureiro Alessandro Sargentelli.

Ao cumprir o mandato de busca e apreensão, a PF deixou de verificar justamente a tal “sala 3”.