Recessão gerada pelo governo Dilma fez dos milionários brasileiros ainda mais ricos

Brasília, 01.01.2015 - Dilma Rousseff e Michel Temer

O PIB per capita caiu por três temporadas seguidas, a começar por 2014, quando Dilma Rousseff se reelegeu. De -0,38% no primeiro ano, saltou para -4,59% no início da segunda gestão da petista, e oscilou levemente para -4,4% em 2016, quando o Brasil se livrou dela.

Isto significa que, no geral, o brasileiro ficou consideravelmente mais pobre. Mas houve exceções, e justo do segmento extremamente rico, aquele que ganha acima dos R$ 150 mil mensais.

Em 2013, havia 71.440 brasileiros declarando renda para lá dos 160 salários. Na época, a fortuna do grupo somava R$ 309,6 bilhões, ou uma média mensal de R$ 361 mil. Em 2016, o volume de “super-ricos” veio um pouco menor, com “apenas” 67.934 declarantes. Mesmo assim, a renda da trupe subiu para R$ 399 bilhões, algo como R$ 489 mil por mês – um aumento na casa dos 35%.

Mesmo subtraída a inflação, a renda per capita do segmento cresceu 7,5% no intervalo. Enquanto isso, a do brasileiro caiu 3,3%.

Os número vieram de um estudo feito pela Receita Federal sobre as declarações de imposto de renda. E tendem a comprovar que a recessão gerada pelo governo Dilma – e tantas vezes minimizadas pelos governistas de então – ampliou ainda mais a desigualdade no país, servindo apenas aos extremamente ricos.

O Banco Mundial sugeriu que os mais ricos paguem se quiserem estudar nas universidades federais do Brasil

Estudante usando um laptop

Dois terços dos estudantes das universidades federais brasileiras saem da faixa dos 40% mais ricos. Com o diploma em mãos, a este grupo será reservado as melhores oportunidades de emprego do país, fazendo com que ricos fiquem ainda mais ricos em relações aos pobres.

Por anomalias sistêmicas como essa que o Banco Mundial sugeriu que o Brasil passasse a cobrar dos mais ricos o acesso ao ensino superior público. De acordo com a proposta, a ideia seria esta faixa da população ter acesso mediante algum financiamento – como o FIES – que passaria a quitar após a conclusão do curso.

O Mundial foi além: sugeriu que o governo brasileiro não gastasse com os alunos mais do que é investido pelas instituições mais eficientes do setor. Para se ter uma noção, enquanto um estudante custa a média de R$ 14 mil/ano a uma faculdade privada, a pública gasta R$ 41 mil. Nos institutos federais, a conta sobe para R$ 74 mil.

Em nível federal, a implementação desta ideias representariam um economia de R$ 13 bilhões ao povo brasileiro. Somadas às escolas estaduais, chegaria a R$ 16 bilhões por ano.