Após lutar contra prisões desnecessárias, Gilmar Mendes acionou a PF contra quem o xingou em voo

Ministro Gilmar Mendes inaugura biometria em Diamantino-MT em 29/01/2018

Quando, em outubro de 2017, Luís Roberto Barroso respondeu-lhe à altura, Gilmar Mendes evocou mais uma vez o Mutirão Carcerário, iniciativa que libertou mais de 22 mil presos no Brasil. Foi uma forma que o membro do STF encontrou para insistir que não era benevolente apenas com os milionários que gozam de intimidade suspeita com o integrante da Suprema Corte.

Nada disso o impediria de ser visto pela opinião pública como uma máquina de liberar habeas corpus aos políticos de mais baixa popularidade do país. E isso descambaria no coro de “fora, Gilmar” gritado em voo que contava com a presença do excelentíssimo.

Contudo, findado o protesto, Mendes esqueceu que se vendera naquele outubro como um libertário, e logo enviou uma representação à Polícia Federal para que investigasse não só quem o xingou no voo, mas também o provocador que ofereceu R$ 300,00 a quem acertasse um tomate no magistrado.

Não que Barroso seja alguém que mereça a confiança da opinião pública – ninguém no STF tem feito por merecer –, mas pareceu certeiro ao dizer que Gilmar “vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu“. Pelo que se observa no noticiário, este tem dedicado o que pode aos amigos. Quanto aos inimigos, o peso da letra da lei.