Pouco antes de cair, Dilma Rousseff liberou R$ 419,4 milhões para auxílio-moradia

Pela carência de armas melhores para atacar a Lava Jato, o petismo desferiu toda a própria força contra o auxílio-moradia, um dos muitos artifícios explorados por imensa parte do poder público para driblar leis e aprovar aumentos bem acima do permitido. Claro, trata-se de algo que deve ser combatido pela opinião pública, mas a seletividade do alvo escancara a estratégia explorada pelos maiores corruptos do país.

O petismo finge esquecer, contudo, que a regalia extrapolou qualquer limite durante o governo Dilma Rousseff. E que, meses antes de cair, a petista abriu um crédito extraordinário no valor de R$ 419,4 milhões para despesas com residências dos membros do Judiciário, Legislativo, Defensoria Pública da União e Ministério Público da União.

À época, Dilma justificou o envio da medida provisória “pelo fato de que o não pagamento dessas despesas inviabilizaria o regular funcionamento dos poderes”.

No 18 de janeiro de 2016, a Medida Provisória 711 justificou o gasto com “relevância e urgência”, mas, como explicou a Coluna do Estadão, crédito extraordinário só pode ser destinado “ao atendimento de despesas urgentes e imprevisíveis, como em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública“.

Qual era a urgência no referido verão? Evitar a própria queda? Se foi isso, jogou dinheiro público fora à toa.

Nos últimos 5 anos do governo Dilma, as empresas estatais deram prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro

A Secretaria do Tesouro Nacional  analisou os cinco últimos anos do governo Dilma, incluindo a temporada na qual a petista caiu pelo processo de impeachment. E descobriu que as empresas estatais renderam neste intervalo um prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro.

Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica, Eletrobras e Petrobras representam 90% dos resultados medidos. Exceto por 2014, em todos as temporadas observadas, as estatais custavam mais do que traziam de retorno aos cofres públicos.

Na média, o prejuízo ficou em 27%. Mas chegou a 50% em 2013, e se aproximou de assustadores 80% com o aprofundamento da recessão em 2016.

Ao todo, custaram R$ 122,3 bilhões, mas só retornaram R$ 89,3 bilhões.

A explicação chega a ser simples: enquanto o governo Dilma ampliava gastos com tais estruturas, a receita caía seguidamente.

Por absurdos como este que o programa de privatizações é vital para a economia brasileira.

Um dia antes de ser preso novamente, Anthony Garotinho “celebrou” a prisão de Jorge Picciani

Em nota, a defesa de Anthony Garotinho vem insistindo que o ex-governador do Rio de Janeiro estaria sendo perseguido por denunciar o esquema de Sérgio Cabral, preso desde 2016. Se é verdade ou apenas uma “narrativa” para driblar a Justiça, só o tempo dirá. Mas fato é que, um dia antes, o marido da também detida Rosinha Garotinho estava comemorando a volta de Jorge Picciani à cadeia.

A comemoração foi registrada em transmissão ao vivo acompanhada por O Globo:

“Tem até aquela piadinha do PMDB, o Partido do Movimento Democrático de Benfica, está todo mundo em Benfica. Os três deputados, o ex-governador (Sergio Cabral), os seus principais auxiliares, os seus operadores, vários empresários. Uma situação terrível. É preciso que a população acorde, porque ainda não terminou a faxina. Faltam outros setores que foram altamente envolvidos com essa safadeza toda.

Ironicamente, assim que a população acordou, soube da notícia de que o antigo primeiro casal do Rio de Janeiro havia sido preso.

A deflação vivida pelas famílias mais humildes funciona como um bônus generoso no Bolsa Família

Entre 2006 e 2017, a inflação acumulada chegou a 102,2% nos lares em que o rendimento não superava os R$ 900,00. Já nas família dez vezes mais ricas, a inflação ficou bem menor, em “apenas” 83,6%. Os números são do estudo de Maria Andréia Parente, do Ipea. E comprovam que o aumento do custo de vida prejudica muito mais os mais pobres.

Contudo, a política econômica adotada  após o impeachment tem conseguido reverter a situação. Um ano após a queda de Dilma Rousseff, enquanto ricos enfrentaram inflação de 0,53%, os mais pobres viveram uma DEflação de 0,22%.

No acumulado do ano, a inflação dos mais ricos (3,5%) é proporcionalmente bem maior que a das famílias de renda mais baixa (2%).

Em segmentos vitais, essa diferença é ainda mais clara. Como destacou O Globo, as classes C, D e E viram o preço dos alimentos cair 5,1% no período de um ano. Cair. De acordo com a consultoria Tendências, a deflação liberou uma folga R$ 7,8 bilhões no orçamento das famílias mais humildes. Trocando em miúdos, é como se cada família recebesse um bônus de R$ 145 no Bolsa Família – na sondagem mais recente, o valor médio do benefício pago pelo programa estava em R$ 179,73.

A dinâmica foi explicada pela economista Camila Saito:

“O rendimento cresceu, e a perda foi menor para essas famílias. O valor representa por volta de 34% do volume total destinado ao Bolsa Família e uma média de R$ 145 por família que está nessa faixa de renda.”

Na prática, é como se a deflação nos alimentos resultasse num aumento de 34% no valor destinado ao programa social mais importante do Brasil.

Recessão herdada do governo Dilma foi o maior obstáculo para a isenção de visto para os EUA

Durante o governo Dilma, muito se especulou que o brasileiro em breve deixaria de ser obrigado a obter visto para entrar nos Estados Unidos. Com o governo Temer, passou a haver um interesse explícito em aproximar-se da “América”, nação da qual o atraso ideológico petista queria distância. Mas Sérgio Amaral, que se tornaria embaixador do Brasil em Washington, explicou em entrevista à Folha que, antes, seria necessário reverter os estragos da recessão legada pelo governo Dilma Rousseff:

“A eliminação de vistos é, no momento, mais difícil, porque eles têm um critério de nível de rejeição de pedido de visto abaixo de 3%. A gente já passou dos 3% ultimamente por causa da situação econômica. Na medida em que a situação econômica se deteriora, mais pessoas querem trabalhar nos EUA, e aí a imigração americana é mais rigorosa. Sendo mais rigorosa, há um percentual maior de vistos negados. Se antes já era difícil conseguir a isenção de vistos, agora essa dificuldade é maior.”

Antes, faltava vontade política. Depois, condições econômicas.

Um ano após o governo Temer assumir os trabalho, a economia começou a dar sinais de melhoras. Mas este é um processo lento que pode/deve exigir paciência por mais alguns anos. Só então o Brasil poderá almejar status de nação civilizada – a depender de que vença as eleições de 2018, claro.

Mesmo sem uso, residência oficial da Presidência consumiu R$ 9 mil com telefonemas

A Presidência da República possui em Brasília três residências oficiais: além do Palácio do Planalto, há o Palácio do Jaburu (reservado ao vice-presidente) e a Granja do Torto, “casa de campo” com 370 mil metros quadrados, lagos  artificiais, piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliponto e mata nativa.

Esta última foi convertida em primeiro endereço por João Figueiredo, mas desde então virou apenas um CEP para festividades, tendo em Lula um dos que mais a aproveitou. Michel Temer, por sua vez, a ignora.

Nada disso a impede de custar R$ 840 mil ao povo brasileiro anualmente. O levantamento foi feito pelo Metrópoles, que descobriu números assustadores para uma estrutura sem uso:

  • Conta de água: R$ 10.049,60
  • Conta de luz: R$ 24.237
  • Despesas com telefone: R$ 9.062,80

Os valores são de setembro de 2017. Conforme apontou a publicação, nos nove primeiros meses do ano, mesmo sem qualquer uso oficial da residência, foram gastos R$ 78.944,42 com telefonemas, .

Ao todo, a população arca com os custos de 16 funcionários no local, com salários que chegam a até R$ 5.652,01.

FHC não viu nada muito grave nas pedaladas fiscais cometidas por Dilma Rousseff

É compreensível o medo que FHC sente de Jair Bolsonaro. Afinal, nos anos 1990, o presidenciável defendeu que o então presidente fosse assassinado. O que soa incompreensível, contudo, é o esforço do ex-presidente em defender quem mais lhe rendeu prejuízos.

No caso, o PT. Ou o petismo. Ou mesmo Dilma Rousseff. Ao falar sobre o processo que deu fim ao mandato da presidente cassada, FHC endossou parte da narrativa trabalhada por seus detratores. Narrativa que, inclusive, o incriminava, afinal, alegava que o tucano também cometera “pedaladas fiscais“:

“Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política.”

Mas, ao contrário do que disse FHC, foi um crime tremendo, sim. As pedaladas fiscais quebraram a economia, desestabilizaram as relações políticas, levaram 14 milhões de brasileiros ao desemprego e condenaram uma década de desenvolvimento do país.

É uma vergonha que o tucano se esforce para desmerecer a própria história. E para abonar aqueles que seguem apoiando fascínoras como Nicolás Maduro.

Governo Lula aprovou obra da COMPERJ mesmo certo de que resultaria em prejuízo bilionário

O Tribunal de Contas da União fechou a conta: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro findou num prejuízo de US$ 12,5 bilhões. Sim, bilhões. Sim, de dólares.

Na conversão para real, o COMPERJ  implicaria em desperdício de mais de R$ 40 bilhões que poderiam ser de ótima serventia ao povo brasileiro.

A negligência era tamanha que a fase 2 fora aprovada mesmo sem a definição do projeto. A fase 3, por sua vez, já teve a aprovação mesmo sabendo-se da inviabilidade econômica da ideia.

Conforme destacou o Antagonista, ainda na análise do investimento prévio, soube-se que o custo atingiria US$ 18 bilhões, mas que o retorno não passaria dos US$ 5,5 bilhões – resultando no saldo negativo já mencionado.

A nomear culpados, o TCU apontou para ex-presidentes da estatal (José Sérgio Gabrielli e Maria das Graças Foster) e ex-diretores (Renato Duque e Paulo Roberto Costa). Os envolvidos mandaram e desmandaram na estatal durante os governos Lula e Dilma.

Governo Dilma gastava mais com Cultura do que com Saneamento, Relações Exteriores ou Cidadania

De acordo com o Portal da Transparência, o governo Dilma executou em âmbito nacional o total de R$ 2,2 trilhões em 2015. Diante deste volume, o R$ 1,7 bilhão executado pelo Ministério da Cultura de fato parecia pequeno, não passava de 0,08% do orçamento. Ainda assim, a quantia – exorbitante em valores absolutos – superava o investimento em segmentos mais vitais para a administração pública, como as relações exteriores, as comunicações, o saneamento e até mesmo os “direitos da cidadania” – para usar o termo que a esquerda respeita.

A quantia executada pela Cultura pagaria duas vezes os R$ 800 milhões que o país precisava para cobrir as dívidas do Ministério das Relações Exteriores. Daria para antecipar as eleições presidenciais – como tanto desejavam os petistas – e ainda garantir a realização das municipais, uma vez que o TSE também estava em dificuldades financeiras.

Com este orçamento, seria possível mais que dobrar os investimentos federais em saneamento. Os R$ 489 milhões usados pela Cultura para “promoção comercial” superavam em quase dez vezes os R$ 51 milhões executados pelo “Direitos da Cidadania” na “assistência à criança e ao adolescente“.

Os R$ 37 milhões que a Cultura gastou com “lazer” batiam em 19% os R$ 31 milhões que o governo Dilma investiu na “assistência aos povos indígenas“.

Diante de uma grave crise como a que o PT meteu o Brasil, é abominável que artistas milionários usem de seu poder de persuasão para exigirem reserva de recurso públicos em benefício próprio. Os números acima gritam.

Após um ano e meio, o governo Temer deu fim a apenas 4 dos ministérios de Dilma

Dilma Rousseff chegou a ter 39 ministérios. Em 2015, numa reforma altamente propagandeada, cortou 8 deles. Mas deixaria o cargo com um total de 32 pastas ainda ativas, o que já seria piada em qualquer nação séria.

Enquanto se preparava para assumir a Presidência da República, Michel Temer cogitou trabalhar com apenas 15 ministérios. Mas fecharia a conta em 24 nomes.

Um ano e meio depois, a conta já havia subido para 28. Motivo: Temer cedera a pressões para recriações de certas estruturas, como a do Ministério da Cultura, mas principalmente abriu espaço para garantir foro privilegiado a alguns aliados que poderiam ser presos se julgados em primeira instância.

Resultado: após o impeachment de Dilma, o país livrou-se de pouco mais de 10% dos cabides ministeriais que bancava – ou apenas 4 pastas.