Nos últimos 5 anos do governo Dilma, as empresas estatais deram prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro

A Secretaria do Tesouro Nacional  analisou os cinco últimos anos do governo Dilma, incluindo a temporada na qual a petista caiu pelo processo de impeachment. E descobriu que as empresas estatais renderam neste intervalo um prejuízo de R$ 33 bilhões ao povo brasileiro.

Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica, Eletrobras e Petrobras representam 90% dos resultados medidos. Exceto por 2014, em todos as temporadas observadas, as estatais custavam mais do que traziam de retorno aos cofres públicos.

Na média, o prejuízo ficou em 27%. Mas chegou a 50% em 2013, e se aproximou de assustadores 80% com o aprofundamento da recessão em 2016.

Ao todo, custaram R$ 122,3 bilhões, mas só retornaram R$ 89,3 bilhões.

A explicação chega a ser simples: enquanto o governo Dilma ampliava gastos com tais estruturas, a receita caía seguidamente.

Por absurdos como este que o programa de privatizações é vital para a economia brasileira.

Perdão concedido pelo governo Temer pelo Refis gerou rombo de R$ 4 bilhões no orçamento de 2018

Para não perder a simpatia do “mercado”, o governo Temer foi bem generoso no programa de refinanciamento de dívidas conhecido como REFIS. Tão generoso que deixou um buraco no orçamento de 2018. E dos enormes: nada menos do que R$ 4 bilhões.

Essa quantia é superior à verba reservada para um quarto dos vinte e oito ministérios do Governo Federal, por exemplo.

Para resolver o problema, a equipe econômica precisou buscar “receitas adicionais”. Do contrário, Temer estaria descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. E o vice-presidente de Dilma Rousseff deve lembrar que foi um drible na LRF – apelidado de “pedaladas fiscais” – que justificou o impeachment da presidente cassada.

A grana extra pode vir, por exemplo, de uma exploração maior das privatizações. O primeiro alvo seria uma raspadinha vendida pela Caixa Econômica Federal. Mas esta cobriria só metade do rombo.

A deflação vivida pelas famílias mais humildes funciona como um bônus generoso no Bolsa Família

Entre 2006 e 2017, a inflação acumulada chegou a 102,2% nos lares em que o rendimento não superava os R$ 900,00. Já nas família dez vezes mais ricas, a inflação ficou bem menor, em “apenas” 83,6%. Os números são do estudo de Maria Andréia Parente, do Ipea. E comprovam que o aumento do custo de vida prejudica muito mais os mais pobres.

Contudo, a política econômica adotada  após o impeachment tem conseguido reverter a situação. Um ano após a queda de Dilma Rousseff, enquanto ricos enfrentaram inflação de 0,53%, os mais pobres viveram uma DEflação de 0,22%.

No acumulado do ano, a inflação dos mais ricos (3,5%) é proporcionalmente bem maior que a das famílias de renda mais baixa (2%).

Em segmentos vitais, essa diferença é ainda mais clara. Como destacou O Globo, as classes C, D e E viram o preço dos alimentos cair 5,1% no período de um ano. Cair. De acordo com a consultoria Tendências, a deflação liberou uma folga R$ 7,8 bilhões no orçamento das famílias mais humildes. Trocando em miúdos, é como se cada família recebesse um bônus de R$ 145 no Bolsa Família – na sondagem mais recente, o valor médio do benefício pago pelo programa estava em R$ 179,73.

A dinâmica foi explicada pela economista Camila Saito:

“O rendimento cresceu, e a perda foi menor para essas famílias. O valor representa por volta de 34% do volume total destinado ao Bolsa Família e uma média de R$ 145 por família que está nessa faixa de renda.”

Na prática, é como se a deflação nos alimentos resultasse num aumento de 34% no valor destinado ao programa social mais importante do Brasil.

Recessão herdada do governo Dilma foi o maior obstáculo para a isenção de visto para os EUA

Durante o governo Dilma, muito se especulou que o brasileiro em breve deixaria de ser obrigado a obter visto para entrar nos Estados Unidos. Com o governo Temer, passou a haver um interesse explícito em aproximar-se da “América”, nação da qual o atraso ideológico petista queria distância. Mas Sérgio Amaral, que se tornaria embaixador do Brasil em Washington, explicou em entrevista à Folha que, antes, seria necessário reverter os estragos da recessão legada pelo governo Dilma Rousseff:

“A eliminação de vistos é, no momento, mais difícil, porque eles têm um critério de nível de rejeição de pedido de visto abaixo de 3%. A gente já passou dos 3% ultimamente por causa da situação econômica. Na medida em que a situação econômica se deteriora, mais pessoas querem trabalhar nos EUA, e aí a imigração americana é mais rigorosa. Sendo mais rigorosa, há um percentual maior de vistos negados. Se antes já era difícil conseguir a isenção de vistos, agora essa dificuldade é maior.”

Antes, faltava vontade política. Depois, condições econômicas.

Um ano após o governo Temer assumir os trabalho, a economia começou a dar sinais de melhoras. Mas este é um processo lento que pode/deve exigir paciência por mais alguns anos. Só então o Brasil poderá almejar status de nação civilizada – a depender de que vença as eleições de 2018, claro.

Mesmo sem uso, residência oficial da Presidência consumiu R$ 9 mil com telefonemas

A Presidência da República possui em Brasília três residências oficiais: além do Palácio do Planalto, há o Palácio do Jaburu (reservado ao vice-presidente) e a Granja do Torto, “casa de campo” com 370 mil metros quadrados, lagos  artificiais, piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliponto e mata nativa.

Esta última foi convertida em primeiro endereço por João Figueiredo, mas desde então virou apenas um CEP para festividades, tendo em Lula um dos que mais a aproveitou. Michel Temer, por sua vez, a ignora.

Nada disso a impede de custar R$ 840 mil ao povo brasileiro anualmente. O levantamento foi feito pelo Metrópoles, que descobriu números assustadores para uma estrutura sem uso:

  • Conta de água: R$ 10.049,60
  • Conta de luz: R$ 24.237
  • Despesas com telefone: R$ 9.062,80

Os valores são de setembro de 2017. Conforme apontou a publicação, nos nove primeiros meses do ano, mesmo sem qualquer uso oficial da residência, foram gastos R$ 78.944,42 com telefonemas, .

Ao todo, a população arca com os custos de 16 funcionários no local, com salários que chegam a até R$ 5.652,01.

Diretor escolhido por Temer para a PF começou os trabalhos duvidando da corrupção de Temer

Para supresa de poucos, o novo diretor-geral da Polícia Federal começou bem mal. Fernando Segóvia abriu os trabalhos duvidando da corrupção por parte de Michel Temer em todo o imbróglio envolvendo a JBS.

De fato, as críticas à pressa com que Rodrigo Janot conduziu os trabalhos são válidas. Mas não há dúvidas de que Temer manteve com Joesley Batista uma conversa nada republicana, com direito a áudio capturando até mesmo os trechos mais complicados.

Ao pé da letra, Segóvia achou que uma mala de dinheiro era pouco coisa para incriminar os envolvidos:

“A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”

Segóvia talvez não lembre, mas a compra de um FIAT Elba foi suficiente para acabar com o governo Collor. Hoje, um carro popular da mesma fabricante sai por um média de R$ 34 mil. Na mala recebida por Rodrigo Rocha Loures havia meio milhão de reais entregues por um executivo da JBS. Com tamanha verba, seria possível comprar uma dúzia de veículos. E ainda sobraria um bom troco.

O delegado foi escolhido para a direção-geral da PF após uma reunião a porta fechadas entre Temer e José Sarney.

Sem as maquiagens do governo Dilma, descobre-se que o Brasil tem quase 27 milhões buscando emprego

“Contabilidade criativa” era forma que o governo Dilma encontrava para ludibriar investidores e eleitores. Em verdade, estava em voga desde o governo Lula, que intensificara uma prática dos últimos anos do governo FHC: em vez de resolver o problema, bastava passar a sensação de que tinha resolvido.

Durante as gestões petistas, o brasileiro se acostumou a ouvir que o país vivia com uma taxa de desemprego mínima. Mas o cálculo só enganava quem não se aproximava dele. Após o impeachment, o IBGE se sentiu livre para explorar o que vem chamando de “taxa de subutilização”. E aqui a realidade parece mais condizente com os números.

Na atualização do terceiro trimestre de 2017, descobriu-se que 26,8 milhões de brasileiros estavam sem trabalho adequado. Além dos que fazem parte da força de trabalho potencial, o resultado soma os desempregados às pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar em um período maior – há  19,2 milhões de trabalhadores nesta realidade.

A situação é mais grave no Nordeste. Com a média brasileira em 18,5%, a Bahia apresenta uma “taxa de subutilização” acima dos 30%. O melhor resultado foi medido  em Santa Catarina: 8,9%.

Leonardo Picciani se tornou o nono ministro de Temer alvo de investigação

Renato Pereira era o marqueteiro de Sérgio Cabral. Em acordo de delação premiada negociado com os investigadores, entregou que Leonardo Picciani recebera propina para faturamento no Ministério da Saúde.

Leonardo Picciani é filho de Jorge Picciani, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que foi preso em 16 de novembro de 2017. Mais ainda, é o ministro dos Esportes do governo Temer.

Com isso, o governo Temer passou a ter nove ministros investigados. Além do próprio presidente da República, que torrou bilhões do povo brasileiro para se livrar de duas denúncias que o atingiam.

Governo Dilma gastava mais com Cultura do que com Saneamento, Relações Exteriores ou Cidadania

De acordo com o Portal da Transparência, o governo Dilma executou em âmbito nacional o total de R$ 2,2 trilhões em 2015. Diante deste volume, o R$ 1,7 bilhão executado pelo Ministério da Cultura de fato parecia pequeno, não passava de 0,08% do orçamento. Ainda assim, a quantia – exorbitante em valores absolutos – superava o investimento em segmentos mais vitais para a administração pública, como as relações exteriores, as comunicações, o saneamento e até mesmo os “direitos da cidadania” – para usar o termo que a esquerda respeita.

A quantia executada pela Cultura pagaria duas vezes os R$ 800 milhões que o país precisava para cobrir as dívidas do Ministério das Relações Exteriores. Daria para antecipar as eleições presidenciais – como tanto desejavam os petistas – e ainda garantir a realização das municipais, uma vez que o TSE também estava em dificuldades financeiras.

Com este orçamento, seria possível mais que dobrar os investimentos federais em saneamento. Os R$ 489 milhões usados pela Cultura para “promoção comercial” superavam em quase dez vezes os R$ 51 milhões executados pelo “Direitos da Cidadania” na “assistência à criança e ao adolescente“.

Os R$ 37 milhões que a Cultura gastou com “lazer” batiam em 19% os R$ 31 milhões que o governo Dilma investiu na “assistência aos povos indígenas“.

Diante de uma grave crise como a que o PT meteu o Brasil, é abominável que artistas milionários usem de seu poder de persuasão para exigirem reserva de recurso públicos em benefício próprio. Os números acima gritam.

Após um ano e meio, o governo Temer deu fim a apenas 4 dos ministérios de Dilma

Dilma Rousseff chegou a ter 39 ministérios. Em 2015, numa reforma altamente propagandeada, cortou 8 deles. Mas deixaria o cargo com um total de 32 pastas ainda ativas, o que já seria piada em qualquer nação séria.

Enquanto se preparava para assumir a Presidência da República, Michel Temer cogitou trabalhar com apenas 15 ministérios. Mas fecharia a conta em 24 nomes.

Um ano e meio depois, a conta já havia subido para 28. Motivo: Temer cedera a pressões para recriações de certas estruturas, como a do Ministério da Cultura, mas principalmente abriu espaço para garantir foro privilegiado a alguns aliados que poderiam ser presos se julgados em primeira instância.

Resultado: após o impeachment de Dilma, o país livrou-se de pouco mais de 10% dos cabides ministeriais que bancava – ou apenas 4 pastas.