O PSL disponibilizou a Bolsonaro menos de 1% da verba que Dilma usou oficialmente na campanha de 2014

Jair Bolsonaro

Tentando viabilizar a própria candidatura à Presidência da República, Jair Bolsonaro selou um acordo com o Partido Social Liberal, dono de um bancada composta por apenas três deputados federais. Conforme detalhou o Estadão, a sigla nanica reservou ao presidenciável um terço do fundo que receberá para trabalhar na campanha eleitoral. Apesar de considerável, a fatia resulta em minguados R$ 3 milhões.

Para efeito de comparação, sem correção inflacionária, essa quantia equivale a menos de 1% do que a campanha de Dilma Rousseff torrou para reeleger a presidente da República em 2014. Contudo, ao se obedecer a proporção delatada por Marcelo Odebrecht, que atribuía ao “caixa 2″por volta de três quartos do que de fato se gastava em uma eleição, a petista teria superado o bilhão de reais com uma folga de R$ 400 milhões.

O principal, apontam as pesquisas, Bolsonaro já teria: voto para ir a um segundo turno. De resto, há de ser o candidato a enfrentar mais dificuldades, uma vez que será atacado por governo e oposição, não terá apoio da imprensa e precisará se virar com segundos de TV. E um orçamento bem menor que o de seus adversários.

Jair Bolsonaro é simpático à ideia de ter Mansueto Almeida como ministro da Fazenda

10/11/2016- Brasília- DF, Brasil- Conselho de Ética rejeita processo contra o deputado Jair Bolsonaro por elogiar Carlos Alberto Brilhante Ustra (coronel do Exército Brasileiro e chefe do DOI-CODI).

Cristian Klein assinou um ótimo artigo no Valor Econômico sobre como Jair Bolsonaro vem se preparando para a campanha presidencial de 2018. Com foco, claro, nas questões econômicas – ou nos posicionamentos do presidenciável que vinham assustando o Mercado devido a uma confessa falta de intimidade com o tema.

A missão foi dada pelo advogado Bernardo Santoro a Adolfo Sachsida, pesquisador do IPEA. Além de reuniões presenciais não remuneradas ocorridas fora do expediente, o economista montou um grupo no Whatsapp composto de onze especialistas que discutem com Bolsonaro tópicos caros a qualquer postulante ao cargo. E o resultado tem sido animador.

O pai do clã Bolsonaro, por exemplo, passou a defender a independência do Banco Central. E agora entende os programas sociais pela mesa visão de liberais como Milton Friedman e Friedrich Hayek. Já há também simpatia para com privatizações, ainda que haja uma bem-vinda barreira política a interferências de ditaduras como a chinesa.

Quanto à redução de impostos, o pé foi posto no chão. Segundo Sachsida, a saúde econômica do país ainda exige cautela. Mas a dupla encontrou um meio termo na simplificação dos tributos.

A notícia mais animadora, contudo, diz respeito ao nome cogitado para o Ministério da Fazenda: Mansueto Almeida, atual secretário de Acompanhamento Econômico do governo Temer. Trata-se do nome por trás dos principais acertos da gestão, o que se converte numa opção que oferece a devida tranquilidade a quem teme um desarranjo econômico nos moldes das gestões Collor e Dilma.

Após 13 anos de PT, a imprensa passou a cobrar domínio de economia

22/06/2016- Brasília- DF, Brasil- O deputado Jair Bolsonaro fala com a imprensa, ontem (21), sobre ter virado réu no STF, pela sua declaração que “Não estupraria Maria do Rosário porque ela não merece”.

Desde a primeira eleição de Lula, o brasileiro se acostumou a ouvir que o presidente da República não necessitava nem de domínio do português, quanto mais de uma segunda língua. E, em tom estranhamente orgulhoso, repetia-se na mídia que um “torneiro mecânico” havia sido escolhido para o Palácio do Planalto.

Quando chegou a vez de Dilma Rousseff, muito se duvidou da capacidade dela de gerir o país, afinal, na década anterior, levara à falência uma lojinha de produtos com valor fixo em R$ 1,99. Em resposta, até acusações de “preconceito” eram sacadas contra os céticos.

Com Jair Bolsonaro se confirmando como um presidenciável forte o suficiente para disputar um segundo turno, contudo, a imprensa mudou de postura. E se deu a cobrar do pré-candidato um domínio da economia que até então soava facultativo aos presidentes brasileiros.

A resposta do pai do clã Bolsonaro tem lá seu sentido, afinal, é comum que gestores de formação distinta se destaquem em funções pública de ponta – por exemplo, José Serra, que não é médico, foi considerado um ótimo ministro da Saúde, assim como o sociológico FHC é lembrado como o ministro da Fazenda que domou a hiperinflação.

Mas, a despeito de estar sendo usado um peso diferente para a mesma medida, é bom que a imprensa passe a cobrar dos candidatos algo além da capacidade de atrair votos. Porque determinado presidenciável apoiado por ela desconhecia a diferença entre uma “fatura e duplicata”. E muito se criticou a armadilha plantada por Fernando Collor em 1989.

Um ano antes das eleições, pesquisa CNT/MDA aponta segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro em todos os cenários

Entre os dias 13 e 16 de setembro de 2017, foram ouvidas 2.002 pessoas em 137 municípios para a 134ª edição da pesquisa CNT/MDA. Com margem de erro é 2,2%, e 95% de nível de confiança, foram testados três cenários para a disputa presidencial de 2018, a ocorrer dali a um ano. E todos eles colocavam Lula e Jair Bolsonaro num eventual segundo turno.

Os cenários variaram com nomes do PSDB. E ainda fizeram uso de Aécio Neves, uma carta já descartada do baralho devido a tantos problemas com a Justiça.

Cenário com Aécio Neves

  1. Lula – 32,4%
  2. Jair Bolsonaro – 19,8%
  3. Marina Silva – 12,1%
  4. Ciro Gomes – 5,3%
  5. Aécio Neves – 3,2%

Cenário com Geraldo Alckmin

  1. Lula – 32%
  2. Jair Bolsonaro – 19,4%
  3. Marina Silva – 11,4%
  4. Geraldo Alckmin, – 8,7%
  5. Ciro Gomes – 4,6%

Cenário com João Doria

  1. Lula – 32,7%
  2. Jair Bolsonaro – 18,4%
  3. Marina Silva – 12%
  4. João Doria – 9,4%
  5. Ciro Gomes – 5,2%

Como se percebe, o pior desempenho de Lula se dá com Geraldo Alckmin na disputa, mas João Doria já é o tucano que mais receberia votos. Quanto a Jair Bolsonaro, ganha com a entrada de Aécio Neves na disputa.