Críticas a movimentos políticos não são críticas às minorias que eles alegam defender

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Ter críticas ao movimento negro não significa ser contra afrodescendentes. O mesmo vale para militância LGBT e ao feminismo – respectivamente em relação a homossexuais e mulheres, claro.

O movimento estudantil costuma ser eleito por uma parcela ínfima dos estudantes que eles alegam representar. No Brasil, não falta ateu com vergonha das manifestações truculentas da ATEA. Um breve giro nas redes sociais e é possível encontrar um considerável número de mulheres com fortes ressalvas ao feminismo.

Movimentos políticos equivocados estão na origem das maiores tragédias da humanidade. E por isso devem atuar sob forte vigilância dos críticos. Ou isso, ou errarão feio – alguns, novamente.

A divergência serve para podar excessos. Sem ela, vem a radicalização que tantos temem. Com radicalização, o erro é aplaudido, o acerto é criminalizado.

Parece óbvio e é. Mas o Brasil de hoje exige que mesmo o óbvio seja constantemente repetido. Do contrário, impera o caos.

Um vídeo para compreender a briga jurídica entre Caetano Veloso e Flávio Morgenstern

Punho fechado apontando para a câmera.

Claudio Henrique Ribeiro da Silva mantém no YouTube um canal com o próprio nome no qual tenta despedir de juridiquês os principais imbróglios da Justiça brasileira. Na edição de 11 de novembro de 2017, o professor se dedicou a explicar a ação movida por Caetano Veloso contra Flávio Morgenstern.

Morgen – como é conhecido entre os mais próximos – é o responsável pelo Senso Incomum. Em resposta à notícia de que o músico e Paula Lavigne processariam o MBL e Alexandre Frota, o editor usou as redes sociais para reforçar que o casal teria vivido um caso de pedofilia quando iniciaram a relação ainda nos anos 1980 – em famosa entrevista, a produtora detalhou que perdera a virgindade o aniversariante na festa de 40 anos de Caetano.

No vídeo, tudo isso é bem detalhado por Ribeiro da Silva. Que vai além e introduz aspectos da legislação e do caminho escolhido por quem se sentiu ofendido.

Esta será uma luta interessante. Pois em jogo não está apenas a liberdade de expressão, mas um tema muito caro à opinião pública: eventuais abusos sexuais de adultos contra crianças.