Defesa de Lula alegou não ter os R$ 21,4 milhões, mas a empresa dele recebeu R$ 27 milhões em 4 anos

19/11/2017- Lula participa do 14º Congresso do PCdoB.

O Implicante já havia observado a incoerência dos números. Lula havia declarado um patrimônio de R$ 11,7 milhões. Mas o MPF pediu bloqueio de R$ 21,4 milhões, gerando o protesto da defesa do investigado, que alega não possuir tamanha fortuna.

Foi quando o Estadão relembrou um dado já conhecido. Em 4 anos, no que tem sido investigado como uma forma de lavar dinheiro proveniente de tráfico de influência, a empresa de palestras do ex-presidente recebeu R$ 27 milhões pelos serviços prestados. Com o petista tendo cota societária de 98%, o que permitiria o bloqueio e ainda sobraria um “troco” de R$ 5 milhões.

No mesmo período, a conta da empresa registrou movimentação de R$ 52 milhões. Ao todo, teriam sido 72 palestras ao custo de 200 mil dólares. Desta graça, foram retirados exatos R$ 25.269.235,53.

A operação Zelotes entendeu que a movimentação não condizia com a atividade econômica ou capacidade financeira do cliente. E o fato de grande parte dos pagamentos vir de empreiteiras investigadas contou contra o sócio majoritário.

 

Em vídeo, Lindbergh Farias ri da agressão sofrida por diretor de comunicação do Uber

02/06/2016- Brasília- DF, Brasil- Senador Lindbergh Farias (PT-RJ) concede entrevista.

Quando o Senado votou o projeto que, na prática, inviabilizaria o Uber no Brasil, um taxista foi flagrado agredindo Fabio Sabba, diretor de comunicação do serviço. Como se a notícia já não fosse grave em suficiência, o Poder 360 confirmou que o plano original era vitimar Dara Khosrowshahi, iraniano que ocupava o cargo de CEO da empresa e veio ao Brasil negociar uma solução para o problema criado pelo PT.

Nas redes sociais, o próprio agressor publicou um vídeo em que surge ironizando a agressão: “Fazendo o senador rir com o mosquito que assombrava o Senado“. No vídeo, Marcelo do Táxi pede “desculpas” a Lindbergh Farias alegando que “um cara estava com um mosquito lá“. É quando o senador ri e responde: “Foi você? Eu vi imagens“.

FAZENDO O SENADOR RIR COM O MOSQUITO QUE ASSOMBRAVA O SENADO

Publicado por João Marcelo Ferreira em Sexta, 3 de novembro de 2017

Ao mesmo Poder 360, o petista tentou reverter o estrago: “Não sou a favor de nenhum tipo de agressão. Minha reação foi mudar de assunto. Dei risada e tentei sair. Eu condeno qualquer tipo de violência.” Mas o discurso não parece casar com o que surge nas imagens.

Projeto do PT contra Uber e Cabify partiu de advogado dos taxistas

16/6/2017- Brasília- DF, Brasil- O deputado Carlos Zarattini fala com a imprensa sobre a possível denúncia contra o presidente Temer, em 15/6/2017.

A descoberta foi feita no final de setembro pelo Spotniks. O Projeto de Lei nº 28/2017 impunha tanta dificuldade a atuação de aplicativos como Uber, Cabify e 99 que, na prática, os transformava em táxis, inviabilizando o serviço. Apresentado por Carlos Zarattini, deputado federal pelo PT, o texto original encontra-se disponível no site da Câmara Federal. Ao se conferir os metadados do arquivo PDF liberado para download, descobre-se que ele foi criado no Microsoft Word 2010 por um usuário de nome Fabio Godoy.

Questionado, o próprio Zarattini confessou que “Fabio Godoy é um advogado dos taxistas que nos ajudou a construir o primeiro texto para o projeto de lei“. Mas o petista não só não viu qualquer problema nisso, como enfatizou que “o interesse deste projeto é muito claro desde o início: defender a categoria dos taxistas“.

Ou seja… Não estava em jogo o interesse dos milhões de usuários, mas da parcela do mercado que vem sendo deixada para trás pela população.

Metadados do Projeto de Lei nº 28/2017

O Senado findou aprovando o texto com um punhado de emendas, obrigando-oi a retornar para a Câmara Federal. Contudo, os próprios petistas disseram que não havia interesse do presidente da casa em colocá-lo novamente em votação, o que, na prática, derrotaria os interesses dos taxistas.

Que Rodrigo Maia cumpra a profecia.

Governo Dilma garantia a empresários dez vezes mais verba que o orçamento do Bolsa Família

De acordo com cálculo da FGV, só de benefícios tributários, financeiros e creditícios, Dilma Rousseff liberou R$ 385 bilhões para 2016, ou aquele que seria o último ano dela na Presidência da República. Deste montante, nada menos do que 70% – ou R$ 270 bilhões – foram destinados ao bolso de empresários.

Na época, tamanha quantia superava em praticamente dez vezes o orçamento do Bolsa Família. Não à toa, era informalmente chamada de “bolsa empresário”.

O discurso de que o petismo promovia distribuição de renda não se sustentava muito além da propaganda do partido. Para dar ares de verdade à farsa, o governo bancava muita contabilidade criativa. Mas, ironia do destino, Dilma iria ao chão justamente pela fraude contábil apelidada de “pedalada fiscal”.

E o tempo – e centenas de operações da Polícia Federal – vem provando que tanta liberação de crédito justificava-se por uma relação corrupta entre agentes públicos e financiadores.