O brasileiro levou 20 meses para recuperar metade do que perdeu com o governo Dilma

31.10.2010 - Presidente eleita Dilma Rousseff logo após o resultado das eleições 2010.

Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República em 12 de maio de 2016. E cassada, ainda que para inconstitucionalissimamente preservar alguns direitos políticos, em 31 de agosto do mesmo ano.

O pedido de impeachment entregue ao parlamento citava, entre outras coisas, as pedaladas fiscais, artifício que feria a Lei de Responsabilidade Fiscal e ajudou a colocar o país, já em 2014, numa recessão profunda da qual ainda não se recuperou por completo.

A PNAD Contínua do último trimestre de 2017 deu, contudo, uma ideia de como anda a recuperação. Segundo a FGV Social, a renda per capita do brasileiro cresceu 3,6%. Isso equivale a metade do buraco em que a nação foi metida com a imprudência petista.

Em outras palavras, foram necessários quase 20 meses para a reversão da metade do estrago proporcionado pelo governo Dilma. Nessa velocidade, o país só atingirá grau de normalidade no segundo semestre de 2019, meia década após o início da recessão.

Mas isso, claro, para que tudo apenas se estabilize. É preciso ainda subtrair o que o país naturalmente cresceria sem tamanha barbeiragem. É quando virá a conclusão de que o PT fez com que o Brasil jogasse esta década no lixo.

Após 13 anos de PT, o trabalhador brasileiro só produzia 25% do que rendia o americano

O ex-presidente do Brasil, Lula cumprimenta a presidenta Dilma Rousseff, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto.

O Partido dos Trabalhadores encerrou um ciclo de 13 anos no comando do Brasil com um dado vergonhoso para o trabalhador brasileiro: um americano produzia sozinho o equivalente aos esforços de quatro brasileiros. Para ser mais exato, enquanto o “gringo” conseguia render em média US$ 118.826 aos próprios contratantes, o representante nacional produzia apenas US$ 29.583.

Desde a década de 1950, essa proporção não era tão desigual. Até os anos 1980, inclusive, a distância diminuía e atingia o melhor resultado: dois para um. Na indústria, houve ganho de produtividade considerável até 1997. Mas tudo voltaria ao fundo do poço sob a condução petista.

Os dados pertencem a um levantamento do Conference Board, e foram compilados Fernando Veloso, pesquisador da FGV.

Um ano após o impeachment de Dilma, o Monitor do PIB da FGV viu o fim da pior recessão do Brasil

Em julho de 2017, a economia brasileira cresceu 0,1% em relação a junho, que já havia crescido 0,4% em relação a maio. Parece pouco, mas foi o sétimo crescimento observado no período de dez meses que o antecedeu.

No trimestre que se encerrava ali, o aumento tinha sido de 0,6% em relação ao anterior, ou de 1,3% em relação a recorte idêntico em 2016. Para um Brasil que vinha enfrentando uma queda venezuelana, de fato era motivo para se comemorar. Só nos sete primeiros meses de 2017, o PIB local acumulou R$ 3,778 trilhões.

Os números vieram do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas. Que viu nos resultados o fim de uma longa recessão iniciada ainda no governo Dilma, afastado em maio, e finalizado em definitivo em agosto de 2016.

Mesmo com um governo Temer desastroso politicamente, a economia deu mostras de recuperação. O que é ótimo justo para as camadas mais carentes da população, ou as primeiras a sofrerem os efeitos de um mercado em colapso.