Três dos últimos sete governadores do Rio de Janeiro foram presos

Desde que o Brasil voltou a ser uma democracia, o Rio de Janeiro elegeu 7 governadores. Destes, já morreram Leonel Brizola e Marcello Alencar. Dos cinco restantes, três foram presos: Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho – ou praticamente todos os governadores fluminenses eleitos que geriram o estado entre 1999 e 2014.

Só Luiz Fernando Pezão e Moreira Franco continuam livres, muito por causa do foro privilegiado, pois ambos estão sob a mira de investigações de peso, como as operações Lava Jato – tanto a de Curitiba, como a do Rio.

Quanto ao secretário-geral da Presidência da República, o próprio Ministério Público Federal já foi claro ao dizer que Michel Temer apenas o nomeou Moreira Franco para blindá-lo do trabalho conduzido por Sérgio Moro e Marcelo Bretas.

Nos últimos 34 anos, Nilo Batista e Benedita da Silva também assumiram o governo fluminense por alguns meses. Mas em casos distintos: tinham sido eleitos vice-governadores quando os titulares (Brizola e Garotinho, respectivamente) liberaram a cadeira para serem derrotados nas corridas presidenciais de 1994 e 2002.

No mês mais atribulado da ALERJ, filha de Lula foi nomeada assessora parlamentar na casa

Por causa dos avanços da Lava Jato carioca, que prendeu Jorge Picciani apenas para ver o presidente da ALERJ ser solto em seguida pelos votos dos presididos, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro nunca esteve tão presente no noticiário nacional.

Em meio ao “tiroteio”, a imprensa descobriu que, duas semanas antes, havia sido publicada no Diário Oficial a nomeação de Lurian Cordeiro Lula da Silva como “assessora parlamentar IV” no gabinete Rosângela Zeidan, deputada estadual pelo PT.

Como o sobrenome entrega, Lurian é filha de Lula. Zeidan, por suas vez, é esposa de Washington Quaquá, ex-prefeito de Maricá/RJ, e grande aliado do ex-presidente.

Quaquá diz que não interferiu na escolha de Zeidan. Zeidan disse que atribuir à nomeação ao parentesco com Lula seria “misoginia”. Mas fato é que Lurian preside o partido no município onde o ex-prefeito fez o sucessor.

Pelo trabalho, a filha de Lula receberá salário de invejáveis R$ 7.326,64.