Driblando a versão oficial, descobre-se que a inflação na Venezuela já superou os 2.400%

Ditaduras não são transparentes, e não seria diferente com a Venezuela. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2016, por exemplo, o Banco Central venezuelano simplesmente não publicou qualquer dado a respeito da inflação no país. Contudo, há como driblar a censura de Nicolás Maduro e calcular isso. E o Johns Hopkins – Cato Institute Troubled Currencies Project mergulhou nas planilhas com esta intenção.

Para tanto, confrontou a cotação da moeda local perante o dólar americano no mercado livre (pejorativamente tratado como “mercado negro” pelo discurso oficial). “Mudanças na taxa de câmbio do mercado negro podem ser transformadas de forma confiável em estimativas precisas das taxas de inflação em todo o país“, garantiu Steve H. Hanke, diretor do Instituto.

Pelos cálculos de Hanke, a inflação anual venezuelana atingiu absurdos 2.432,94% em 20 de setembro de 2017. O que permitiu a ele afirmar: “A Venezuela está testemunhando a pior inflação do mundo“.

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Enquanto isso, o Brasil, que se livrara de Dilma Rousseff um ano antes via impeachment, caminhava para ter a menor inflação em 19 anos.